A crise da razão

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<ul><li> 1. Alunas: Ana Paula Soares e Helen Rodrigues </li></ul> <p> 2. Antecedentes da crise A crise da razo repercutiu em todo o sculo XX, o que levou necessidade de se repensar a filosofia. Pensadores de influncia marcante, como os alemes Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche e o dinamarqus Sren Kierkegaard so alguns dos que puseram prova os alicerces da razo. 3. Kierkegaard: razo e f Sren Kierkegaard, severo crtico da filosofia moderna, afirma que desde Descartes at Hegel o ser humano no visto como ser existente, mas como abstrao, quando na verdade a existncia subjetiva, pela qual o indivduo toma conscincia de si, irreduzvel ao pensamento racional, e por isso mesmo possui valor filosfico fundamental. Para ele, a existncia permeada de contradies que a razo incapaz de solucionar. 4. Kierkegaard: razo e f Critica o sistema hegeliano por explicar o dinamismo da dialtica por meio do conceito, quando deveria faz- lo pela paixo, ou seja, como ato de liberdade. Por isso importante na filosofia de Kierkegaard a reflexo sobre a angstia que precede o ato livre. O estgio religioso para ele o ltimo de um caminho que o indivduo pode percorrer na sua existncia. 5. Nietzsche : o critrio da vida Friedrich Nietzsche prope a genealogia. Ela visa resgatar o conhecimento primeiro que foi transformado em verdade estvel. Mas a vida est sempre em movimento, portanto, no possvel reduzi-la a conceitos abstratos, a significados estveis e definitivos. Pelo procedimento genealgico, descobre que o nico critrio que se impe a vida. O critrio da verdade, portanto, deixa de ser um valor racional para adquirir um valor de existncia. 6. Crise da subjetividade Foi descoberto, a partir de Descartes, que o sujeito era capaz de conhecer, que chega verdade incontestvel do cogito e que se torna o autor de seus atos, pela vontade livre. A questo da "morte do sujeito", significa a desconstruo do conceito de subjetividade. O impasse com o qual nos deparamos o ceticismo e o relativismo, ou seja, a descrena na possibilidade do conhecimento e/ou o subjetivismo de todo conhecimento, que dependeria da pessoa, do lugar e do tempo. 7. Fenomenologia e intencionalidade A fenomenologia critica o empirismo em sua expresso positivista do sculo XIX e procura resolver a contradio entre corpo-mente e sujeito-objeto desde Descartes. Ela tambm critica a filosofia tradicional por desenvolver uma metafsica cuja noo de ser vazia e abstrata, voltada para a explicao. 8. Fenomenologia e intencionalidade Husserl entende por fenomenologia o processo pelo qual examina o fluxo da conscincia, ao mesmo tempo em que capaz de representar um objeto fora de si. O conceito de fenmeno, em grego significa "o que aparece. O solicitado bsico da fenomenologia a noo de intencionalidade, que significa "dirigir-se para", visar a alguma coisa. Desse modo, toda conscincia intencional por sempre visar a algo fora de si, tender para algo. 9. Fenomenologia e intencionalidade A fenomenologia prope a humanizao da cincia, a partir de uma nova relao entre sujeito e objeto, ser humano e mundo, considerados polos inseparveis. A conscincia doadora de sentido, fonte de significado. Conhecer um processo que no acaba nunca, uma explorao exaustiva do mundo. A fenomenologia uma filosofia da vivncia. 10. A Escola de Frankfurt Escola de Frankfurt reuniu socilogos, filsofos e cientistas polticos. A filosofia dos frankfurtianos conhecida como teoria crtica, em oposio teoria tradicional. Concluem que a razo, exaltada tradicionalmente por ser "iluminada", tambm traz sombras em seu interior, quando se torna instrumento de dominao. 11. A Escola de Frankfurt Os frankfurtianos criticam a razo de dominao, o controle da natureza exterior e tambm interior, pela represso das paixes. O indivduo autnomo deve ser recuperado. Sua emancipao s ser possvel no mbito individual, quando for resolvido o conflito entre a autonomia da razo e as foras obscuras e inconscientes que invadem essa mesma razo. 12. Habermas: o agir comunicativo Jrgen Habermas um dos principais representantes da chamada segunda gerao da Escola de Frankfurt. Ele continuou a discusso a respeito da razo instrumental, iniciada pelos frankfurtianos. Por viver em uma poca diferente deles, Habermas teve que elaborar uma teoria social baseada no conceito de racionalidade comunicativa, que se contrape razo instrumental. 13. Habermas: o agir comunicativo Por meio dessa teoria, critica a filosofia da conscincia da tradio moderna por ser fundada em uma reflexo solitria, centrada no sujeito. A verdade no resulta da reflexo isolada, no interior de uma conscincia solitria, mas exercida por meio do dilogo orientado por regras estabelecidas pelos membros do grupo, numa situao dialgica ideal. </p>