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A Arte Acadmica da Equitao

Marijke de Jong

A Arte Acadmica da Equitao

2011 Marijke de Jong www.academicartofriding.com Pag. 2 de 44

EBOOK VERSO 2.2 Baixe o arquivo deste eBook em http://www.academic-art-of-riding.com WEBSITE Descubra mais informaes, videos e artigos gratuitos em: http://www.treinamendoderetidao.com.br https://www.facebook.com/Treinamento.de.Retidao https://www.facebook.com/groups/TreinamentoDeRetidaoBrasil/ http://www.academicartofriding.com http://www.straightnesstraining.com http://www.youtube.com/user/straightnesstraining http://twitter.com/RidingAcademy http://www.pinterest.com/ridingacademy/ https://www.facebook.com/marijke.de.jong.straightness.training NOTA IMPORTANTE Voc poder distribuir este eBook gratuitamente. Entretanto, voc somente poder distribuir este eBook neste formato. No permitido alterar o formato e/ou contedo, ou usar a informao deste eBook de outra maneira. Voc poder publicar este eBook em seu website ou distribu-lo entre os membros de sua lista de endereos. RETRATAO Cuidados foram tomados visando a correo das informaes constantes neste eBook. No entanto, Marijke de Jong no se responsabilizar por qualquer informao que esteja incorreta; no se responsabilizar por possveis danos que podero ocorrer em consequncia de informaes incorretas ou incompletas, ou em consequncia de traduo incorreta. Caso voc tenha pouca ou nenhuma experincia com a arte acadmica da equitao, de suma importncia procurar ajuda profissional.

Traduo por

Victor Gueiros Freire

A Arte Acadmica da Equitao

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Introduo Montar a cavalo de acordo com a arte acadmica da equitao algo, a despeito do nome, que parece ser somente para a elite dos cavaleiros do adestramento ou dressage. Isso est longe de ser verdade, considerando que todos os cavalos e pneis, sejam eles sem treinamento, experimentados ou mesmo com retrospecto de problemas, podem ser educados seguindo o mtodo da arte acadmica da equitao. O objetivo da ginstica educacional na arte acadmica da equitao propiciar ao cavaleiro e a amazona uma perfeita harmonia com o seu cavalo. Uma ginstica com exerccios bem elaborados torna o cavalo capaz de executar suas habilidades como um cavalo de equitao at a idade mais alta. O cavalo treinado fisicamente e mentalmente de acordo com suas possibilidades e talentos. A educao do cavalo iniciada com o trabalho a mo e o trabalho na guia utilizando o cavesson ou cabeo. No treinamento acadmico, ns trabalhamos todos os movimentos laterais montados, e se possvel piruetas, mudanas ao galope e piaffer, com o cavaleiro montando e segurando a rdea com uma das mos somente. Esses exerccios so o fundamento da verdadeira arte: A Alta Escola. Como consequncia dos exerccios estruturados logicamente, o cavaleiro e a amazona treinaro a si mesmos e seus cavalos rumo a um nvel confortvel para ambos. Quais os benefcios da arte acadmica da equitao para voc e seu cavalo? Voc ir aprender a treinar utilizando um sistema lgico e bem elaborado de exerccios de

ginstica, desenvolvendo-se a si mesmo e tornando-se o personal trainer do seu cavalo. Voc ir desenvolver seu cavalo partindo de um cavalo com problemas na equitao, para um

cavalo leve e cooperativo ao ser montado. Voc ter mais discernimento em como os problemas na equitao so gerados, e ir aprender a

consertar e prevenir esses problemas. Como consequncia da clareza desse sistema estruturado, voc ter sempre um bom trabalho de base para voltar e que ir ajud-lo a encontrar solues para qualquer tipo de problema na equitao que voc venha a encontrar.

Com a base da arte acadmica da equitao funcionando como uma fisioterapia, voc ir reduzir e prevenir problemas no dorsolombar de seu cavalo, bem como leses por esforo.

A partir da, voc poder alcanar outro degrau: Voc desenvolver o talento do seu cavalo ao mximo.

Seu cavalo ir desenvolver-se fisicamente, tornando-se mais flexvel e manobrvel, apresentando-se mais forte, obtendo mais flexionamento no ps-mo (ancas e membros posteriores), e ficar mais fcil e mais leve quando pedirmos sua reunio.

Seu cavalo ir desenvolver-se mentalmente, tornando-se mais forte, mais autoconfiante e se assustar menos. Ainda, seu cavalo se tornar mais leal e afetuoso com voc, e demonstrar menos resistncia e estresse.

isto que voc est procurando? Ento comece a leitura deste eBook, onde os passos da arte acadmica da equitao sero revelados e explicados a voc. Aprecie a leitura!

Marijke de Jong

A Arte Acadmica da Equitao

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NDICE 1. A preparao do cavalo jovem ............................................................................................................. 5 2. A sela & o cavaleiro .............................................................................................................................. 7 3. O trabalho de cho ............................................................................................................................... 9 4. O trabalho na guia .............................................................................................................................. 11 5. Preparando para receber o cavaleiro ................................................................................................. 13 6. Montando ............................................................................................................................................ 15 7. Treinamento de retido ....................................................................................................................... 17 8. Espdua para dentro .......................................................................................................................... 19 9. Travers ................................................................................................................................................ 21 10.Renvers ............................................................................................................................................. 23 11 Apoiar ................................................................................................................................................ 25 12. Pirueta .............................................................................................................................................. 27 13. Mudana de p ao galope ................................................................................................................ 29 14. Piaffer ............................................................................................................................................... 31 15. Passage ............................................................................................................................................ 34 16. Levade .............................................................................................................................................. 36 17. Galope Terra-a-Terra ........................................................................................................................ 38 18. Ares Altos ......................................................................................................................................... 40

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1. A PREPARAO DO CAVALO JOVEM A vida do cavalo inicia quando ele um potro. Levar alguns anos antes de podermos iniciar sua educao na arte acadmica da equitao. Neste nterim, deixaremos o jovem cavalo crescer entre outros cavalos e iremos prepar-lo para conviver com as pessoas e cuidar do seu futuro como um cavalo de equitao ou montaria. Aps duas horas do seu nascimento, o potro aprender suas habilidades instintivas inerentes a um animal predado ou de fuga: Ser capaz de fugir. importante que o potro recm nascido tenha um contato positivo com as pessoas nessas duas horas aps seu nascimento, certificando-se que essas impresses positivas fiquem estampadas para sempre em sua memria.

Nas duas primeiras semanas de vida, o cavalo jovem desenvolve os seus sentidos: Sua audio, olfao, paladar, tato e viso. Portanto, muito importante, nessas duas primeiras semanas, expor a gua e seu potro a diferentes ambientes. Ricos e variados ambientes, aumentam os sentidos do potro tornando-o menos assustado no futuro. Durante os seis primeiros meses de vida, o potro deve principalmente aprender a ser um cavalo. importante permitir que o potro cresa entre outros cavalos. Deste modo, o potro vai aprender a linguagem do cavalo e o comportamento social do rebanho. Tambm, muito importante crescer com outros potros. Assim, os potros podero brincar com os outros de um a dois anos de idade. Isto ser benfico para o desenvolvimento de ossos, tendes e para o desenvolvimento fsico em geral.

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de suma importncia que o cavalo jovem aprenda a ter um comportamento calmo e gentil no seu relacionamento com as pessoas. Ele deve tambm desenvolver maneiras apropriadas e aprender a respeitar as regras de comportamento estabelecidas por ns, humanos. altamente recomendado ensinar primeiro a um jovem cavalo um treinamento estruturado como: Trabalho de cho, trabalho corporal, estresse, treinamento com obstculo e treinamento de embarque. O potro deve primeiro aprender a usar o cabresto, ser conduzido pelo cabresto e ficar parado atado

ao cabresto. Ao conduzir o jovem cavalo pelo cabresto, voc demonstrar sua liderana de maneira amigvel.

O cavalo dever aprender a ser tocado em todo lugar. Isto importante em casos de

emergncias, quando o veterinrio tiver que examinar o cavalo. Tambm o cavalo dever aprender a levantar as patas gentilmente e ficar parado durante o trato.

recomendado apresentar ao seu cavalo o mximo de objetos assustadores tais como: Guarda

chuva, spray antimosca, ducha, carrinhos de mo, mquinas, trfego de veculos e outros. Isso ajudar a evitar o estresse em situaes perigosas quando seu cavalo estiver no trnsito, em competies ou outros lugares.

Convm deixar que seu cavalo permita o uso do spray em seu corpo. Ele ir tentar fugir na primeira vez que voc usar algum spray como, por exemplo, um repelente. Mantenha-se aplicando o spray e calmamente ande acompanhando o seu cavalo at que ele pare de se movimentar. Ento pare de aplicar o spray e recompense o seu cavalo. Na prxima vez voc no ter problemas com o spray.

Voc pode ensinar o cavalo a colocar suas patas corretamente, fazendo-o passar por cavaletes, sobre tbuas, lonas, ou poas de gua. Isso ajuda a melhorar a coordenao e a conscincia de suas patas.

Tambm de suma importncia dedicar um tempo para ensinar o cavalo a embarcar no trailer ou

caminho e permanecer l calmamente. Quando o cavalo estiver com trs anos de idade, ele ser treinado para receber a sela e o cavaleiro. Voc aprender mais sobre isso no prximo captulo.

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2. A SELA & O CAVALEIRO aconselhvel preparar o cavalo com abordagem passo a passo para carregar a sela e o cavaleiro. Na natureza os predadores saltam sobre o cavalo do alto, exatamente onde a sela colocada no dorso, e onde o cavaleiro ir sentar. Seguindo os prximos passos, voc ter certeza que seu cavalo acostumou-se sela e ao cavaleiro com calma, e ir prevenir reaes de pnico e fuga.

1 Passo: Trabalho em liberdade Esta etapa faz com que o cavalo o veja como um lder. Assim o cavalo prestar ateno em voc, sentindo-se seguro e relaxado e respeitando o seu espao. Essas so as condies ideais para que o cavalo permita o uso da sela e aceite o cavaleiro. O trabalho em liberdade pode ser feito em um lugar cercado de 15 por 15 metros. Por meio da linguagem corporal voc ir controlar o ritmo e a direo do cavalo, que resultar em um cavalo que vai segui-lo por sua prpria vontade.

2 Passo: Trabalho de corpo Voc dever tocar o cavalo em todo o corpo para melhorar a sua conscincia corporal. Toque com suas mos o dorso e o abdmen do cavalo simultaneamente. Isto prevenir uma grande reao quando voc toc-lo com a sela e a barrigueira.

3 Passo: Preparao para a barrigueira Com um leno voc pode aplicar uma pequena presso onde a sela e a barrigueira estaro atuando mais tarde. Se o cavalo ficar inquieto e comear a andar, mantenha a presso, respire e acalme-o com uma voz gentil at o cavalo ficar calmo novamente. Ento voc poder liberar a presso. Isto ensinar ao cavalo a ficar parado quando ele sentir a presso em vez de fugir dela. Tambm, deixe a barrigueira tocar nas patas do cavalo de forma que ele no ficar assustado caso isto acontea acidentalmente.

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4 Passo: A manta Deixe o cavalo cheirar a manta e depois aborde-o dos dois lados com a manta. Deslize a manta do pescoo ao dorsolombar do cavalo.

5 Passo: Manta com barrigueira Depois, voc pode colocar a manta com a barrigueira. No jogue a barrigueira nas costas do cavalo, mas abaixe gentilmente no lado direito. Quando seu cavalo expirar, aperte a barrigueira um furo de cada vez. Trabalhe seu cavalo em liberdade novamente, at que ele se acostume manta com barrigueira, e deixe a tenso sair atravs do movimento.

6 Passo: A sela A sela poder ser colocada sem os estribos. Graas a essa preparao com calma, seu cavalo aceitar a sela e a barrigueira sem problemas.

7 Passo: Os estribos Finalmente, voc poder pendurar os estribos sela e iniciar o trabalho em liberdade novamente. Quando o cavalo iniciar o trote, os estribos iro mover-se e tocar o seu corpo. Provavelmente o cavalo demonstrar uma resposta instintiva, mas o comportamento de luta ou fuga desaparecer rapidamente no momento que o cavalo descobrir que o estribo no ir prejudic-lo.

8 Passo: A embocadura Alm da sela, o cavalo ter que acostumar-se com a embocadura. Colocando o brido na boca do cavalo, s vezes algumas guloseimas facilitaro a aceitao da embocadura pelo cavalo. Nas primeiras vezes basta colocar o brido e tir-lo. Quando o cavalo aceitar o brido com facilidade, este ser mantido durante as sesses de treinamento. Quando o cavalo estiver acostumado sela e ao brido, poderemos prepar-lo para receber o cavaleiro. Fazemos isso por meio do trabalho de cho ou trabalho a mo e do trabalho na guia. Nos prximos captulos voc poder ler mais sobre essas tcnicas.

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3. O TRABALHO DE CHO O trabalho de cho faz com que o cavalo obedea e coopere com o cavaleiro. Nos exerccios de cho o cavalo aprende a responder s ajudas e a desenvolver os msculos apropriados. Isso prepara o cavalo para o trabalho na guia e para a equitao. O trabalho de cho feito utilizando o cabeo (cavesson) e corda ou guia. A guia atada ao anel central do cabeo. Desse modo, o jovem cavalo ser de fcil controle, sem prejudicar e/ou perturbar sua boca.

1. Conduzir O cavalo precisa te seguir, reconhecendo-te como o seu lder. Voc deve andar na frente do cavalo, levemente ao lado para manter um olho no seu cavalo. O cavalo te seguir com base em respeito e confiana. Quando o cavalo tenta ultrapass-lo ou parar, voc deve mudar a direo imediatamente. Quando o seu cavalo estiver agressivo e entrar no seu espao pessoal, voc poder criar um espao usando a ponta de sua corda como uma cauda, movendo-a de lado a lado.

2. Parar Quando voc pra, o cavalo deveria fazer o mesmo movimento e parar tambm. No final, voc deveria ser capaz de fazer esse exerccio com suas costas voltadas para o cavalo. Caso o seu cavalo no pare imediatamente, recomenda-se primeiro parar faceando o cavalo, mantendo 2 ou 3 metros de distncia entre voc e ele. Depois torne-se maior e se necessrio levante os seus braos.

3. Recuar Ponha um pouco de presso no nariz e peito do cavalo e pea que ele recue. Se o cavalo se move com a presso, libere a presso e recompense seu cavalo. O objetivo ser capaz de pressionar sem mesmo tocar no cavalo que ir mover-se para trs, longe da sua energia. Este um bom exerccio para a sua hierarquia; um cavalo em posio mais baixa na hierarquia vai se afastar de voc ou de cavalos em posio mais alta na hierarquia.

4. Para a frente e para baixo Na natureza, uma posio alta da cabea e pescoo est ligada excitao mental, enquanto uma tendncia para a frente e para baixo visvel em cavalos relaxados. Nesta posio, com a cabea baixa, o cavalo no pode liberar adrenalina. Pea ao cavalo para mover-se com uma leve presso atrs das orelhas (presso aplicada no anel central do cabeo para baixo). Se o cavalo abaixar a cabea, remova a presso e recompense-o.

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5. Flexionamento da cabea e pescoo (Stelling) Stelling uma palavra holandesa, usada para descrever o flexionamento da cabea e pescoo para a esquerda ou direita em relao coluna vertebral. O maxilar inferior do cavalo deveria mover-se debaixo da extenso da vrtebra atlas, a primeira vrtebra no pescoo do cavalo. O apropriado stelling ou flexo da cabea e pescoo cria, portanto, um grande espao atrs do maxilar inferior. Pea o stelling pouco a pouco, enquanto o cavalo estiver parado. Se o cavalo permitir a flexo da cabea e pescoo e relaxar, libere a presso na guia ou rdea. Voc ver que o flexionamento ou stelling ir continuar a trabalhar no resto do corpo com uma encurvao da coluna vertebral, fazendo com que a anca interna venha para a frente.

6. Encurvao Cada cavalo na natureza tem um lado flexvel e outro menos flexvel, porque os msculos so desiguais em comprimento. Para desenvolver o cavalo simetricamente, pea ao cavalo para andar em crculos para a esquerda e para a direita. Pea ao cavalo a flexo da cabea e pescoo (stelling), pois isso alongar os msculos da parte externa contrria encurvao e relaxar os msculos da parte interna. Ao mesmo tempo, pea ao seu cavalo para trazer a cabea dele para a frente e para baixo, para relaxar os msculos dorsais e tensionar a musculatura abdominal.

7. Pisar sob o centro de gravidade Devido sua assimetria natural , o cavalo prefere usar uma pata traseira para empurrar e outra pata traseira para carregar o seu peso. Quando o cavalo assume uma encurvao adequada nos dois lados, tambm estar usando seu posterior interno como posterior interno de transporte de peso ou exerccio. Desta forma, os membros posteriores desenvolvero capacidade similar de transporte de peso ou exerccio. Assim, o cavalo ir aprender a pisar sob o centro de gravidade, o que importante para suportar e carregar o peso do cavaleiro.

Agora o cavalo aprendeu a caminhar com a cabea posicionada para a frente e para baixo, a flexionar-se por si mesmo para a esquerda e direita e pisar sob o centro de gravidade. A partir da o trabalho na guia poder ser iniciado. Mais informaes sobre o trabalho na guia no prximo captulo.

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4. O TRABALHO NA GUIA

importante gastar tempo em exerccios no trabalho na guia antes de montar o seu cavalo. Aqueles que investirem um tempo extra no trabalho na guia, nos primeiros meses de treinamento, sero recompensados ao longo da educao do cavalo. Como um diamante bruto que primeiro precisa ser lapidado, o jovem cavalo precisa ser flexionado com descontrao na guia. Neste tempo ser construdo seu condicionamento fsico, desenvolvimento muscular e o equilbrio ser encontrado em todas as andaduras.

TRS ELEMENTOS Nos dois lados do seu corpo, pea ao cavalo para encurvar-se lateralmente, para pisar sob o centro de gravidade e mover-se na posio para a frente e para baixo. Um grande passo frente ter sido dado na educao do cavalo, quando ele tiver aprendido esses trs elementos na guia: 1.Encurvao lateral

No crculo o cavalo tem que encurvar-se uniformemente em sua coluna vertebral. Quando o cavalo encontrar a encurvao lateral adequada, o crculo ser perfeitamente redondo.

2. Pisando sob o centro de gravidade

Com a correta encurvao do corpo, a anca interna ir para a frente, fazendo que o posterior interno mova-se para a frente e sob o centro de gravidade.

3. Para a frente e para baixo

Quando o cavalo encurva-se lateralmente, os msculos dorsais relaxam-se. O cavalo ento abaixa sua cabea e o pescoo fica relaxado, numa posio para a frente e para baixo.

Quando esses elementos esto integrados, o cavalo ir mover-se de forma equilibrada e em uma postura de autossustentao correta e relaxada. Dessa forma, o uso de rdeas auxiliares no sero necessrias.

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AS AJUDAS

O cabeo (Cavesson) O cavalo jovem trabalhado na guia usando o cabeo e uma guia. O cavalo no deve ser trabalhado na guia com a embocadura, pois isso pode fazer com que o cavalo incline sua cabea. Tambm, a embocadura enviar muitos sinais boca do cavalo.

A guia Atravs da guia pea ao cavalo para flexionar a cabea e pescoo (stelling) fazendo a meia-parada com a sua mo. Abaixe a guia e convide o cavalo a abaixar sua cabea em uma posio para a frente e para baixo. Levantando a guia o efeito ser de frenagem. O chicote Ao pedir a flexo da cabea e pescoo (stelling), e usando o chicote no momento em que o posterior interno vier para a frente, ser gerada no cavalo a encurvao lateral. Ao apontar o chicote em direo espdua do cavalo voc ir evitar que o cavalo caia para dentro, na espdua interna. A linguagem corporal Com sua linguagem corporal, voc pode fazer o cavalo acelerar ou desacelerar. Ao tornar-se mais alto voc ativar o cavalo; fazendo-se menor e expirando voc vai desacelerar o seu cavalo. O comando de voz A voz usada para recompensar o cavalo (muito bem/ bom) e condicion-lo aos comandos tais como: PASSO, TRRROTE e OOAAH. Quando o cavalo responder bem aos comandos de voz, mais fcil ensinar as ajudas montado mais tarde.

A combinao de levantar a guia, girar seu ombro interno em direo ao cavalo e o comando de voz (OOAAH/ CALMA), acalma e desacelera o cavalo.

A combinao de abaixar a guia, abrir o seu ombro interno e o comando de voz (PASSO / TROOTE) ativa e acelera o cavalo.

No trabalho na guia o cavalo deve aprender os seguintes exerccios: Transies bsicas como passo-trote, trote-galope Aumentar e diminuir a velocidade em cada andamento Parar Transies tais como: Alto-trote; galope-passo. Mudar de direo na guia (fazendo um S no centro) Trabalhe na guia frequentemente com a sela. Quando o cavalo dominar esses exerccios e adquirir melhor condicionamento cardiorrespiratrio e muscular, o trabalho montado poder ser iniciado.

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5. PREPARANDO O CAVALO PARA RECEBER O CAVALEIRO Com as etapas descritas nos captulos 1-4, o cavalo ter aprendido a cooperar de boa vontade com o cavaleiro e ter desenvolvido seus msculos e equilbrio. O cavalo agora est forte o suficiente para carregar o cavaleiro. Devido preparao extensiva, agora um pequeno passo ser dado para preparar o cavalo para receber o peso do cavaleiro. Assim, a preparao do cavalo para receber o cavaleiro ser feita em poucos passos; sempre seguindo para a prxima etapa, somente aps o cavalo estar completamente confiante e relaxado no passo anterior.

1 Passo: Inclinar-se nas costas O primeiro passo preparar o cavalo para receber presso em seu dorso. Primeiro o cavaleiro deve saltar para cima e para baixo prximo ao cavalo enquanto mantm suas mos no dorso do cavalo. Se o cavalo permanecer parado calmamente, o cavaleiro poder levantar uma perna e inclinar-se sobre o dorso do cavalo.

2 Passo: Pendure-se no dorso do cavalo O segundo passo pendurar-se no dorso do cavalo. O cavalo deve estar selado com uma manta com barrigueira. Essa manta macia para o cavaleiro e se o cavalo apresentar alguma reao indesejada, o cavaleiro poder escorregar para fora facilmente. Enquanto estiver pendurado no dorso do cavalo, toque todo o corpo do cavalo para acostum-lo a toques inesperados.

3 Passo: Pendure-se no dorso do cavalo em movimento Carregar peso em seu dorso uma grande mudana para o cavalo. Andando curtas distncias com o cavalo conduzido a mo, com uma segunda pessoa pendurada sobre ele, far com que o cavalo mova-se mais facilmente com o peso sobre si. A pessoa pendurada nas costas do cavalo deve mover os braos e pernas para preparar o cavalo para movimentos inesperados.

4 Passo: Sente-se encurvado para a frente, no cavalo parado Em seguida, o cavaleiro desliza sua perna calmamente sobre o dorso do cavalo e senta, encurvando-se para a frente sobre o pescoo do cavalo. Dessa forma o dorso do cavalo no receber toda a presso de imediato e o cavaleiro poder escorregar para fora com facilidade caso o cavalo tenha algum desconforto.

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5 Passo: Sente-se direito Quando o passo anterior tiver ocorrido bem, o cavaleiro poder sentar-se lentamente em linha reta. Recomenda-se recompensar o cavalo com guloseimas. Isto permite que o cavalo mastigue e relaxe os maxilares, promovendo um relaxamento em seu corpo inteiro.

6 Passo: Sente-se enquanto o cavalo movimentado No prximo dia ou alguns dias mais tarde, pea ao cavalo para mover-se conduzindo-o pela guia do cho. O cavaleiro deve sentar-se com um assento leve (assento suportado pelas coxas, para aliviar a presso nos msculos do dorso do cavalo). Voc pode usar uma coleira de pescoo na qual o cavaleiro poder segurar sem promover perturbao na cabea do cavalo.

7 Passo: Montando com a sela O cavalo j est preparado para a sela (captulo 2), entretanto isso no novidade. Repita os passos anteriores com a sela e entre essas etapas mova o cavalo sem peso em seu dorso para liberar as tenses.

8 Passo: Carregando o cavaleiro Atravs do trabalho de cho (captulo 3), o cavalo aprendeu a posicionar-se sob o centro de gravidade com o seu posterior interno. Isso agora, o ajudar a carregar o cavaleiro e manter o seu equilbrio. Esse treinamento prvio com encurvao lateral agora ir preparar o cavalo para o 9 passo, em que o cavalo ter que andar sem o mesmo suporte no crculo.

9 Passo: Trabalho na guia Durante o trabalho na guia com o cavaleiro no dorso do cavalo, a pessoa com a guia no solo que d ao cavalo as ajudas e decide o andamento e ritmo. A nica coisa que o cavaleiro faz alguma ginstica, movendo os braos e pernas para que o cavalo no se assuste a partir do cavaleiro.

10 Passo: Comeando a equitar Assim que o cavalo aceitar o cavaleiro completamente e estiver acostumado ao peso em seu dorso, ele estar preparado para o cavaleiro. Agora a equitao poder ser iniciada, onde o cavalo aprender a receber as ajudas do assento, pernas e rdeas do cavaleiro e aprender a andar sem a guia. Mais informaes no prximo captulo.

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6. MONTANDO

Na natureza, o cavalo est acostumado a viver em rebanhos. A gua lder anda na frente e decide a direo de todo o grupo. O garanho vai atrs do rebanho e decide qual a cadncia e ritmo. Alm disso, o cavalo reage aos cavalos que andam sua esquerda e direita. Simplificando, o cavalo permanece atrs da gua, na frente do garanho e entre os outros cavalos. Nesta posio o cavalo pode caminhar confiante e seguro no centro do grupo. O cavalo est acostumado a responder aos outros; por isso que o cavalo permite ser montado to bem e um animal solitrio como um alce, no.

Ajudas de manada Ao montar, o cavaleiro deve assumir o papel dos cavalos na manada que esto ao redor, liderando como a gua e decidindo o ritmo e a cadncia como o garanho. Os cavalos direita e esquerda so substitudos pelas rdeas, que guiam as espduas. Os cavalos direita e esquerda ligeiramente atrs so substitudos pelas pernas, guiando os membros posteriores do cavalo. No treinamento do cavalo para equitao, o cavalo ensinado a ser conduzido em ajudas de manada de assento, pernas e rdeas. Assumindo o controle das ajudas da guia No trabalho na guia, a pessoa no solo ensina ao cavalo a fazer transies e mudanas de ritmo. O cavaleiro assumir as ajudas da guia adicionando as ajudas de assento, pernas e rdeas. O cavalo aprender as novas ajudas como segue. Por exemplo, o cavalo aprendeu a ir para a frente quando a mo que est com o chicote levantada. A pessoa que est com a guia dar esta ajuda familiar e o cavaleiro adicionar a nova ajuda que a leve presso com as panturrilhas. Quando esta combinao executada consistentemente, o cavalo far a conexo entre a ajuda antiga e a nova e, eventualmente responder a essa nova ajuda to bem, sem necessitar da ajuda que vem da guia. Primeiro a rdea deve ser fixada aos anis laterais do cabeo para que a boca do cavalo no sofra nenhuma perturbao.

1 Passo: No crculo Atravs das pernas, rdeas e assento, o cavaleiro e a pessoa que est no solo com a guia prepararo o cavalo para as ajudas de acelerar e ir mais devagar.

2 Passo: Aumente o crculo Aumentando o crculo, o cavalo aprende a entender e combinar a rdea de dentro e a perna de dentro do cavaleiro.

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3 Passo: Diminua o crculo O cavalo aprende a entender a rdea de fora e a perna de fora ao diminuir o crculo.

4 Passo: Mudana de direo no crculo Quando o cavalo permitir as ajudas do lado de fora para diminuir o crculo, podemos pedir ao cavalo para mudar de mo no centro do crculo.

5 Passo: Cavalgando pela arena inteira Aumentando o crculo mais e mais, o cavaleiro pode comear a cavalgar pela arena inteira. Alternar com crculos quando o cavalo encontrar dificuldade ou problemas para fazer isso por um tempo mais longo.

6 Passo: Serpentinas As serpentinas so muito importantes para tornar o cavalo flexvel nas encurvaes e responsivo s ajudas do cavaleiro.

7 Passo: Remova a Guia Ao final, a pessoa na guia no dar qualquer tipo de ajuda para apoiar o cavalo. Ento a guia poder ser removida. O cavaleiro repetir todos os passos de 1 a 6 com a pessoa que estava na guia acompanhando o cavalo ao passo nos exerccios. A pessoa no solo com a guia removida, vai aumentando a distncia, afastando-se gradualmente.

Nas sesses de treinamento seguintes, a embocadura poder ser adicionada (na arte acadmica da equitao usado o freio). O cavalo montado com 2 rdeas: Uma rdea atada ao cabeo e a outra atada ao freio (esta rdea usada bem frouxa no incio). Desta forma o cavalo vai acostumar com a embocadura e o peso da rdea na embocadura. Quando o cavalo permite ser conduzido pelas ajudas do cavaleiro, o treinamento de equitao mais avanado poder ser iniciado.

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7. TREINAMENTO DE RETIDO O cavalo sistematicamente treinado para construir msculos utilizando um conjunto de exerccios de adestramento logicamente estruturados durante a sua formao como um cavalo de equitao. O Treinamento de Retido para ser incorporado na educao integral do cavalo de equitao. A Tortuosidade Natural Como todo ser humano, o cavalo pode ser destro ou canhoto. Cada cavalo , portanto, torto (assimtrico) na natureza e encurva-se mais facilmente para um lado do que outro. O cavalo tem um lado convexo e outro cncavo, no permitindo que as espduas estejam alinhadas na frente das ancas. Na natureza, um dos membros posteriores empurra mais para trs, enquanto o outro trabalha mais para a frente, carregando o peso do cavalo. Se o cavaleiro no corrigir essa tortuosidade natural, isso acarretar em problemas no cavalo.

Lado cncavo: Msculos fortes, curtos e rgidos

Lado convexo ou alongado: Msculos fracos, longos e flexveis

Cavalo com encurvao direita

Cavalo com encurvao esquerda

O Equilbrio Natural

Na natureza todos os cavalos carregam 3/5 do seu peso nos membros anteriores e 2/5 nos membros posteriores. Esse equilbrio adequado para a pastagem, causando uma locomoo automtica. Os membros anteriores no carregam o mesmo montante de peso. Contudo, devido diferena na capacidade de empurrar (movimento para trs do posterior) e carregar (movimento para a frente e sob o centro de gravidade) dos posteriores. O posterior que carrega mais flexvel e pisa com mais facilidade sob o centro de gravidade. O posterior que empurra mais reto e rgido e pode empurrar para trs poderosamente. Isso transfere mais peso em um dos membros anteriores do que no outro, e o peso do cavaleiro adicionado a isso provocar leses por esforo.

Na espdua Sobre a espdua interna externa

Consequncias no crculo Um cavalo que no est corrigido em sua tortuosidade natural e equilbrio natural cair na espdua interna ou sobre a espdua externa.

Consequncias em linha reta O cavalo em linha reta no anda com as espduas retas na frente das ancas. Quando montamos um cavalo que no foi corrigido ao longo do muro da pista de equitao, esse efeito acentuado, porque as espduas so mais estreitas que as ancas.

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Sintomas: Presso desigual nas rdeas Sem suavidade nas rdeas Tomando a embocadura Pesado na mo Inclinando a cabea Balanando a cabea Rangendo os dentes No alonga o pescoo para a frente e para

baixo Contra galope Galope ou passo lateral No pra com o peso dividido por igual nas 4

patas

No recua em linha reta Executa os exerccios de um lado e no os

do outro lado Estado de alerta Acelerado Empinando Lento/ impassvel O cavaleiro no consegue sentar ao trote Pequena liberdade nas espduas Sem puro tato Irregularidades nas andaduras/ manquido Enfrentamento Corcoveia e pula

Treinamento de retido Para prevenir essas consequncias e sintomas o cavalo ser treinado por meio do Treinamento de Retido. O treinamento de retido foi elaborado para flexionar o cavalo, tornando-o descontrado e flexvel nos dois lados, e fortalecer os membros posteriores por igual. O treinamento de retido consiste de diversos exerccios, tais como crculos, serpentinas, espdua para dentro, travers, renvers e apoiar. Os exerccios espdua para dentro e travers so os fundamentos do treinamento de retido. O espdua para dentro ativa o membro posterior interno para carregar o peso, e o travers faz o mesmo com o membro posterior externo. Esses exerccios demandam uma correta encurvao lateral, onde os membros posteriores interno e externo precisam pisar sob o centro de gravidade, tirando algum peso dos membros anteriores. Da tortuosidade natural para um cavalo com retido

A tortuosidade natural um problema muscular que pode ser corrigido por meio de treinamento adequado. Um cavalo com retido: capaz de flexionar-se por igual direita e esquerda. capaz de fazer todos os exerccios direita e esquerda. Pode empurrar e carregar por igual com os membros posteriores. Est preparado para reunio.

De um equilbrio natural para um equilbrio de equitao

Somente um cavalo com retido permite ser reunido. O objetivo da arte acadmica da equitao maximizar a capacidade de carga dos membros posteriores para tirar o peso dos membros anteriores. Desse modo o cavalo capaz de carregar o cavaleiro adequadamente. Finalmente, 3/5 do peso precisam ser carregados pelos membros posteriores para criar o equilbrio de equitao. O treinamento de retido o treinamento bsico para preparar o cavalo para esse objetivo.

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8. ESPDUA PARA DENTRO Na arte acadmica da equitao, o cavalo fortalecido por meio de exerccios lgicos de ginstica. Nesse conjunto de exerccios, o espdua para dentro um importante exerccio que o cavalo deve aprender. Definio

No espdua para dentro, o cavalo movimenta-se para a frente e de lado, onde o corpo encurvado lateralmente do pescoo at a cauda. O espdua para dentro um movimento lateral em trs ou quatro linhas. Nas competies o espdua para dentro executado em 3 linhas. O anterior

interno caminha em uma linha; o posterior interno e anterior externo caminham em uma linha e o posterior externo caminha em uma linha.

Na arte clssica da equitao o espdua para dentro executado em 4 linhas. Nesse exerccio o cavalo encurva-se ainda mais, fazendo que os anteriores caminhem em duas linhas internas diferentes.

Histria O espdua para dentro foi inventado pelo Duque de Newcastle (1658) e era executado no crculo naqueles dias. O grande mestre Robichon de la Gurinire (1733) executou o exerccio (LEpaule en dedans em francs) em linha reta. Outros mestres na histria nomearam esse exerccio de: a pedra de esquina do adestramento; pilar da arte da equitao; a me de todos os exerccios e at mesmo a aspirina da equitao, porque o exerccio poderia resolver todos os problemas da equitao. Objetivo

O objetivo do espdua para dentro ensinar ao cavalo a pisar sob o centro de gravidade ou centro da massa com o posterior interno. O benefcio desse exerccio reside no flexionamento aumentado do posterior interno e no aumento da liberdade da espdua, notadamente a espdua externa ou de fora, porque a espdua externa suportada pelo posterior interno. Ao alongar os msculos dorsais do lado de fora ou externos (contrrios encurvao do cavalo) o cavalo ter mais aceitao e leveza na rdea de fora. O espdua para dentro tem grande valor porque se ope tortuosidade natural e torna o cavalo igualmente flexvel direita e esquerda.

Ensinando o exerccio ao cavalo

Na arte acadmica da equitao, todos os movimentos laterais so ensinados primeiramente ao cavalo por meio do trabalho de cho. Isso ensina o cavalo a mover-se em movimentos laterais e a encontrar seu equilbrio sem o peso adicional do cavaleiro. Mais tarde, o cavalo ter mais facilidade para aprender e executar o mesmo exerccio debaixo do cavaleiro. Primeiro, uns poucos passos so suficientes. Quando o cavalo tornar-se gradualmente mais forte, o lado maior do picadeiro pode ser usado totalmente, para a execuo do espdua para dentro.

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As ajudas O cavaleiro conduz o cavalo em espdua para dentro usando principalmente a perna de dentro e a rdea de fora, nas chamadas ajudas versais (perna de dentro e mo de fora).

A rdea externa atua contra o pescoo e guia a espdua para dentro.

A perna interna do cavaleiro atua sobre a barrigueira, solicitando a encurvao lateral do cavalo e ajuda um pouco no momento que o posterior interno vai para a frente, fazendo-o pisar sob o centro de gravidade.

A rdea interna (mo de dentro) est afastada do pescoo e pede a encurvao do pescoo.

A perna de fora do cavaleiro posiciona-se atrs da barrigueira, mantm a encurvao lateral e previne que a anca caia para fora.

O cavaleiro pe mais peso no assento interno, para tirar a presso dos msculos alongados do lado externo do dorso.

O assento interno aponta para baixo onde o cavalo deve pisar com o posterior interno.

O centro e o ponto de massa do cavaleiro aprofunda-se na pelve do cavaleiro, apontando direto para a frente como uma bssola direcionando o movimento para evitar que o cavalo volte-se para dentro.

O cavaleiro deve manter os ombros paralelos s espduas do cavalo, e os quadris paralelos s ancas do cavalo.

Variaes O espdua para dentro pode ser executado em linha reta ao longo do muro do picadeiro e tambm

no crculo. Para testar se o cavalo est respondendo apropriadamente rdea de fora e no est caindo na

espdua de dentro, no meio do caminho no lado longo do muro, um pequeno crculo pode ser adicionado ao exerccio.

Ao fazer o espdua para dentro em cada canto da arena, o cavalo ser impedido de cortar os

cantos. O exerccio pode ser executado ao passo, ao trote e finalmente ao galope. Especialmente quando

fazemos o treinamento de retido ao galope, o espdua para dentro extremamente valioso. Para preparar para o espdua para dentro, o cavalo pode ser montado em um crculo pequeno ou

nos cantos da arena. Isso ajudar a obter a apropriada encurvao lateral para o exerccio. O exerccio pode ser finalizado fazendo um crculo ou trazendo de volta as espduas, colocando-

as na frente das ancas.

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9. TRAVERS O exerccio garupa para dentro, tambm chamado de travers, a segunda mais importante pedra de esquina na arte acadmica da equitao. Definio O travers um movimento lateral em trs ou quatro linhas. As espduas acompanham a pista ao longo do muro e as ancas so flexionadas para dentro. Nesse exerccio, o cavalo encurvado lateralmente do pescoo cauda. O posterior de fora pisa sob o centro de gravidade.

O espdua para dentro e o travers so exerccios intimamente relacionados que se complementam muito bem: No espdua para dentro, o posterior interno pisa sob o centro de

gravidade. No travers, o posterior externo que pisa sob o centro de gravidade.

No espdua para dentro, as espduas esto voltadas para dentro, e no travers as ancas esto flexionadas para dentro.

No espdua para dentro, o posterior interno pisa na frente dos membros externos ou de fora. No travers os membros externos (anterior e posterior) pisam na frente dos membros internos.

No travers, o cavalo olha para a direo em que est indo. No espdua a dentro, o cavalo olha para dentro enquanto se move para a frente.

Objetivo

O objetivo do travers ensinar ao cavalo a pisar com o posterior externo sob o centro de gravidade. O benefcio que esse posterior externo ser mais exigido em sua flexo. O travers encoraja o posterior externo a carregar o peso e torna a espdua interna mais leve. Esse exerccio aumenta a encurvao lateral e melhora a coordenao dos membros.

O travers uma boa preparao para a pirueta, o apoiar e mudanas de p ao galope. Quando o travers executado em crculo menor, a pirueta o resultado final. Quando o travers executado na diagonal, chamamos a isso de apoiar. Quando o cavalo ao galope muda de renvers esquerda para travers direita, temos a

mudana de p ao galope. Ensinando o exerccio ao cavalo

O travers pode resultar somente de um perfeito espdua para dentro. Esse ltimo exerccio deveria, portanto, estar primeiro confortvel para o cavalo, antes de ensinar o travers. O travers treinado primeiro no trabalho de cho antes do treino montado. Como preparao, um pequeno crculo pode ser feito para obter a requerida encurvao lateral. Em primeira instncia, poucos passos so suficientes e quando o cavalo estiver mais forte, isso poder ser executado em todo o

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lado maior do picadeiro. As ajudas O cavaleiro conduz o cavalo no travers principalmente usando a perna externa e a rdea interna, nas assim chamadas ajudas transversais (perna de fora e mo de dentro).

A rdea de fora atua no pescoo e guia as espduas para dentro A rdea de dentro mantm a flexo do pescoo do cavalo e guia as

espduas sobre a pista ao longo do muro. A perna de fora do cavaleiro atua atrs da barrigueira e d um pouco de

ajuda no momento em que o cavalo levanta o posterior externo para traz-lo sob o centro de gravidade.

A perna de dentro do cavaleiro atua na barrigueira e mantm a encurvao lateral.

A rdea de fora controla a quantidade de encurvao no cavalo. O cavaleiro coloca mais peso no assento interno, tirando a presso dos msculos alongados do

dorso do lado externo ou de fora. O centro de gravidade do cavaleiro, localizado na bacia do cavaleiro, move-se em direo ao

membro anterior interno do cavalo. O cavaleiro mantm seus ombros paralelos s espduas do cavalo e os quadris paralelos s

ancas do cavalo. Variaes

O travers pode ser montado em linha reta ao longo do muro, nas

curvas e tambm no crculo. O exerccio pode ser feito no passo, no trote e por ltimo ao

galope. A reunio do cavalo melhorada atravs desse exerccio no

crculo, porque os membros posteriores do passos mais curtos e levam mais peso.

Transies fluentes do espdua para dentro, para o travers, melhora a coordenao e flexibilidade do cavalo e a resposta s ajudas.

Histria O travers j tinha sido mencionado por Salomon de la Broue (1600) e Franois Robichon de la Gurinire (1733). Esses mestres tinham dvidas sobre esses exerccios. Gurinire afirmou que o cavalo com sua cabea prxima ao muro, moveria automaticamente mais para a frente e para o lado em vez de mover-se entre as ajudas do cavaleiro. Quando o muro removido, o cavalo no responderia to bem, porque o cavalo iria acostumar-se ao suporte fornecido pelo muro. De la Broue tinha a mesma opinio e recomendava o travers somente para os cavalos pesados nas mos, mas de maneira que existisse sempre 1,5 metro entre o cavalo e o muro. Esses dois senhores recomendavam o renvers em vez do travers. Mais sobre esse exerccio no prximo captulo.

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10. RENVERS Definio O renvers de fato o exerccio espelho do travers e tem exatamente o mesmo efeito de ginstica.

O renvers um movimento lateral em trs ou quatro linhas no qual o cavalo olha para onde ele est indo. Nesse exerccio, o cavalo flexionado lateralmente do pescoo a cauda. O membro posterior externo est pisando sob o centro de gravidade. As ancas andam na pista ao longo do muro, as espduas andam na pista de dentro. Isso contrasta com o travers onde as espduas seguem o muro e as ancas andam na pista de dentro.

Conexo espdua para dentro, travers e renvers

Espdua para dentro travers renvers

No espdua para dentro, o posterior interno pisa sob o centro de gravidade. No travers e renvers, o posterior externo que pisa sob o centro de gravidade. Ao mudar a encurvao de trs para a frente do espdua para dentro, o cavalo encurvado em renvers. Ao mudar a encurvao da frente para trs no travers, o cavalo encurvado em renvers.

Quatro posteriores Ao executar o espdua para dentro esquerda e direita, pede-se ao cavalo para pisar com o posterior interno sob o centro de gravidade. Ao executar o travers e o renvers direita e esquerda, o cavalo solicitado a pisar sob o centro de gravidade com o posterior externo. Isso significa que o cavalo tem realmente quatro funes em seus posteriores que so treinadas por esses exerccios.

1 - Posterior esquerdo como posterior interno 2 - Posterior direito como posterior externo 3 -Posterior esquerdo como posterior externo 4 - Posterior direito como posterior interno

O objetivo do renvers O renvers tem o mesmo efeito de ginstica que o travers. No travers, a cabea do cavalo move-se ao longo do muro e o cavalo pode andar para a frente e para o lado automaticamente em vez de seguir as ajudas do cavaleiro. No renvers o cavalo no tem o suporte do muro e tem que seguir as ajudas do cavaleiro a fim de executar esse exerccio por suas prprias pernas.

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Ensinando o exerccio ao cavalo

O renvers ensinado primeiro no trabalho de cho e depois, montado. Como preparao para esse exerccio, o cavaleiro deveria pedir o espdua para dentro. Depois o cavaleiro pede ao cavalo para mudar a encurvao e isso leva ao renvers. No comeo uns poucos passos so suficientes e quando o cavalo estiver mais forte, o lado longo da arena poder ser usado para executar esse exerccio.

As ajudas Para executar o renvers para a direita montado, as seguintes ajudas so utilizadas: O cavaleiro deve pedir o espdua para dentro em 4 linhas, como preparao para o renvers. O

cavaleiro senta no chamado assento direito, significando que o cavaleiro tem mais peso no assento do lado direito (squio direito), com a sua perna direita (perna de dentro) junto cilha e a perna esquerda (perna de fora) atrs da cilha.

A rdea direita (rdea de dentro) atua sempre afastada do pescoo e a rdea esquerda (rdea de fora) atua contra o pescoo do cavalo.

Depois o cavaleiro muda o seu assento de um assento direita para um assento esquerda para mudar a encurvao do cavalo.

No assento esquerda, o cavaleiro coloca mais peso em seu assento esquerdo (squio esquerdo) e sua perna esquerda (perna de dentro) atua na cilha.

A perna direita (perna de fora) atua atrs da cilha e mantm as ancas prximas e ao longo do muro.

A rdea esquerda solicita uma nova flexo de pescoo, mantm as espduas na segunda pista e ento relaxa. A rdea direita controla a extenso da flexo do pescoo e mantm o cavalo reto considerando que no existe o muro para guiar o cavalo nesse lado.

Variaes O renvers pode ser feito ao passo, ao trote e por ltimo ao galope.

Transies do travers para o renvers ao passo e ao trote prepara o cavalo para as mudanas de p ao galope.

Transies fluentes do espdua para dentro para o renvers, melhoram o equilbrio, a coordenao e a flexibilidade, bem como a reao do cavalo s ajudas.

O renvers pode ser executado em linha reta ao longo do muro, nas curvas ou no crculo.

Os antigos grandes mestres costumavam executar o renvers montado em um crculo e gradualmente diminuam o tamanho do crculo, at que um giro sobre as espduas fosse feito. Dessa forma eles conseguiam montar piruetas ao galope em renvers.

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11. O APOIAR Definio

Quando executamos o apoiar, o cavalo movimenta-se diagonalmente com encurvao lateral, para a frente e para o lado e olha para a direo em que est indo. Durante o apoiar, o cavalo pisa sob o centro de gravidade com os posteriores interno e externo alternadamente. Os membros externos pisam na frente e sobre os membros internos. O cavalo, nos dois momentos que os posteriores carregam o peso:

1. O posterior externo pisa no centro de

gravidade. 2. O posterior interno pisa no centro de gravidade.

Conexo espdua para dentro, travers e apoiar

Executar o apoiar o mesmo que fazer o travers, exceto quando esse exerccio no feito ao longo do muro, mas na diagonal. Isso requer que o cavalo carregue a si prprio considerando que no existe mais o suporte do muro. Imagine que o muro esteja na diagonal e monte o travers ao longo desse muro imaginrio. Isso resultar no apoiar.

No apoiar as espduas devem sempre liderar, significando que elas esto sempre frente das ancas. Durante cada momento do apoiar, o cavalo deve ser capaz de continuar em linha reta em espdua para dentro. Assim, estamos certos que o cavalo apresentou-se na forma correta durante o apoiar. Para cavalos que ainda carecem de alguma fora e perdem o equilbrio rapidamente, recomenda-se alternar o apoiar com o espdua a dentro em linha reta.

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Ensinando o exerccio ao cavalo Podemos iniciar o apoiar somente quando os exerccios espdua para dentro e travers esto corretamente ensinados ao cavalo. O apoiar primeiro ensinado no trabalho de cho e depois, montado. No incio, uns poucos passos so suficientes. Quando o cavalo ficar mais forte, o exerccio pode ser executado em toda a diagonal. Esse exerccio deve ser feito ao passo, ao trote e tambm por ltimo, no galope reunido.

As ajudas Como preparao para o exerccio, o cavaleiro cavalga um crculo direita ou o espdua para dentro direita. O cavaleiro move o seu centro de gravidade para a diagonal e pede que o posterior externo (de fora) pise debaixo do centro de gravidade do cavalo. As ajudas so similares s ajudas do travers:

A rdea de fora atua contra o pescoo e guia as espduas para dentro. A rdea de dentro mantm o pescoo do cavalo flexionado ou encurvado.

A perna de fora do cavaleiro atua atrs da cilha e d uma pequena ajuda no momento que o cavalo levanta o posterior de fora para traz-lo debaixo do centro de gravidade.

A perna de dentro do cavaleiro atua junto cilha e mantm a encurvao lateral.

A rdea de fora controla a quantidade da encurvao no cavalo. O cavaleiro coloca mais peso no assento interno para tirar a presso

dos msculos do dorso do lado externo que esto alongados. O centro de gravidade do cavaleiro, localizado na bacia do cavaleiro,

move-se em direo ao anterior interno do cavalo. O cavaleiro mantm os ombros paralelos s espduas do cavalo e os

quadris paralelos s ancas do cavalo. O cavaleiro olha entre as orelhas do cavalo na direo em que elas

esto indo. Variaes

O apoiar em leva ao meio do lado curto do picadeiro e o cavalo est menos encurvado nesse exerccio. O cavalo movimenta-se mais para a frente do que para o lado.

No apoiar em o cavalo tem uma encurvao similar como em um crculo de 10 metros. O cavalo movimenta-se tanto para a frente quanto para o lado, com a mesma capacidade para empurrar e carregar nos membros posteriores.

No apoiar em o cavalo est mais encurvado e move-se para o centro do lado longo do picadeiro. O cavalo movimenta-se mais para o lado do que para a frente.

No completo apoiar o cavalo tem o mximo de encurvao e movimenta-se para o lado. Um pouco de movimento para a frente deve ser mantido para que os membros externos continuem a pisar na frente dos membros internos.

Recomenda-se praticar todas as variaes e no limitar-se a uma variao somente

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12. A PIRUETA Histria A pirueta foi usada nos tempos de combate homem a homem para fazer o cavalo girar no lugar. Desse modo, o cavaleiro poderia evitar ser atacado por trs, permanecendo face a face com o seu oponente. Portanto, o domnio da pirueta era importante para sobrevivncia no campo de batalha. No perodo barroco, a equitao tornou-se uma arte e as habilidades do cavalo e cavaleiro foram demonstradas na pirueta. Definio A pirueta o menor crculo em travers. Os posteriores ficam no centro do crculo e as espduas fazem um crculo maior. Dessa forma a pirueta um giro em volta das ancas.

Durante esse exerccio o cavalo permanece flexionado ou encurvado por igual atravs da coluna vertebral, do pescoo cauda. A encurvao na direo do movimento. Os posteriores movimentam-se sobre uma superfcie menor do que os anteriores. Isso aumenta a flexo dos posteriores e possibilita a reunio do cavalo. A pirueta pode ser executada ao passo, ao trote, ao galope, no piaffer e no galope terra-a-terra. As piruetas podem ser de , e completa.

A pirueta ao galope feita em dois, trs, quatro ou oito saltos de galope. A pirueta na arte acadmica da equitao executada em oito saltos que correspondem s oito direes geomtricas da arena. Desenvolvendo a pirueta ao galope 1.Faa um crculo menor no travers

Execute o travers sobre um crculo e diminua esse crculo. Nesse exerccio, ficar muito claro quando a fora e o limite mental do cavalo forem alcanados. O crculo no deve ser menor do que o cavalo pode fazer. Quando o cavalo puder galopar com controle e reunido, um menor crculo em garupa a dentro pode ser solicitado. No comeo, pea uns poucos passos, recompense o cavalo e faa o crculo maior novamente.

2. Carr em travers com de pirueta Um carr um crculo no quadrado em duas pistas. O cavaleiro executa o travers e em cada canto do quadrado ele faz de pirueta (giro de 90). No total o cavaleiro monta 4 vezes de pirueta, fazendo uma pirueta completa em 4 fases. Praticar primeiro ao passo e depois ao galope reunido.

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Carr 3. Giro ao passo

Um giro uma volta de 180 sobre as ancas ao passo, ao longo do muro e tambm chamado de meia pirueta ao passo. importante que o cavaleiro decida o nmero de passos, e no o cavalo. importante tambm manter a encurvao lateral.

4.O apoiar com a meia pirueta

Quando o cavalo tem aprendido a executar o apoiar ao galope nos dois ps corretamente, ento a fora em suas ancas ter sido desenvolvida o suficiente e o cavalo ser capaz de executar a pirueta durante o apoiar.

5. A pirueta completa Quando o cavalo for capaz de fazer o e a pirueta adequadamente. A pirueta pode ser expandida para de pirueta e finalmente o cavalo estar capacitado fsica e mentalmente para fazer um giro complete de 360. Ajudas A pirueta ao galope requer um conjunto perfeito de envio de ajudas para a frente, ajudas laterais de conduo externa e ajudas internas:

A rdea de fora atua na espdua de fora no giro. No permitido puxar para trs a rdea de fora e reduzir a encurvao.

A perna de fora do cavaleiro traz o posterior externo do cavalo para baixo do centro de gravidade.

O centro de gravidade movido para trs e para dentro com a parte superior do corpo do cavaleiro, colocando mais peso no posterior interno e liberando as espduas do cavalo.

O assento interno, a rdea de dentro e a perna de dentro mantm a encurvao lateral.

Se o cavalo quiser girar suas espduas muito depressa, a rdea de dentro pode conter esse movimento. Se as espduas giram muito devagar, a rdea de fora deve guiar as espduas com mais clareza. Quando a garupa no est flexionada o suficiente, a perna de fora do cavaleiro deve pedir ao membro externo para vir ainda mais sob o centro de gravidade. Quando o cavalo se projeta atravs do giro, a perna interna do cavaleiro pode impedi-lo. Por fim, o cavalo deve aprender a reagir somente no giro da parte superior do corpo do cavaleiro e permanecer entre as ajudas.

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13. MUDANA DE P AO GALOPE Na natureza, o galope a andadura na qual o cavalo corre para longe do perigo. No adestramento o galope usado para mostrar exerccios controlados tais como a mudana de p ao galope. O galope uma andadura de 3 batidas com um momento de suspenso no qual as 4 patas do cavalo ficam no ar. Existe o galope direita e esquerda. No galope direita, o par de membros direita vo mais para a frente enquanto no galope esquerda, o par de membros esquerda vo mais para a frente.

No galope direita os membros so levantados e pousados na seguinte ordem:

Posterior esquerdo O par diagonal: posterior direito + anterior esquerdo ao mesmo tempo Anterior direito Suspenso com todos os membros no ar

Mudana de p ao galope Na mudana de p ao galope, o cavalo muda o galope da direita para a esquerda ou vice-versa, no momento de suspenso em que as patas esto no ar. Esse o melhor momento para o cavalo fazer a mudana de p ao galope.

No desenho o cavalo muda o galope direita para o galope esquerda: Nas fases 1,2 e 3, o cavalo est no galope direita. Na fase 4, a mudana ao galope ocorre quando o cavalo muda

a posio das 4 patas e o posterior direito vem para a frente. Na fase 5, o cavalo salta com o posterior direito no galope

esquerda. Preparao Se voc nunca executou uma mudana de p ao galope, certifique-se de encontrar um cavalo experiente para aprender a fazer isso. A mudana de p ao galope parecido com um salto normal de galope, se executado corretamente. Depois de dominar essa sensao, voc poder ensinar isso ao seu prprio cavalo. Seu cavalo est pronto para aprender a mudana de p ao galope quando estiver treinado em retido, podendo flexionar-se por igual nos dois lados. importante para o cavaleiro posicionar seus ombros e quadris com preciso no galope. Portanto, os exerccios espdua para dentro e travers tm de ser muito bem entendidos pelo cavalo antes da mudana de p ao galope poder ser praticada. Os seguintes exerccios podem ser usados para preparar o cavalo para a mudana de p ao galope: 1. O galope a partir do passo

Quando o cavalo puder saltar para o galope facilmente a partir do trote, o cavalo pode ser ensinado a saltar para o galope a partir do passo.

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2. A transio do galope para o passo A transio do galope para o passo aumenta a capacidade de reunio. Por isso importante nesse exerccio, manter a energia indo para cima (disposio up-hill).

3. Mudana de p ao galope a tempo

importante para o cavaleiro executar um tempo preciso no galope montando o cavalo no crculo, reunindo o cavalo no posterior externo (estilo travers) e tornando as passadas mais longas, por montar o posterior interno para a frente sob o centro de gravidade.

4. O renvers ao galope (contra-galope)

O renvers-galope melhora a retido e o equilbrio do cavalo. Monte o cavalo ligeiramente no renvers ao passo e salte para o renvers ao galope.

5. Transio do renvers para o travers no passo

Faa transies no passo em linha reta, do travers para o renvers. Isso treina o cavalo a manter a colocao do outro posterior externo sob o centro de gravidade.

6. Mudana simples

Faa uma mudana do galope para o passo. Mude a encurvao lateral em trs ou cinco passos e salte para o outro galope. O nmero de lances ao passo pode ser reduzido com o tempo para um passo. Faa transies e altos cada vez mais curtos. Finalmente, o cavalo j mudar o galope em uma meia-parada (na verdade isso uma desobedincia do cavalo, considerando que no esperou as ajudas do cavaleiro, mas em primeira instncia isso deveria ser recompensado. Mais tarde, o cavalo dever aprender a distinguir entre a transio galope-alto e a transio galope-alto-mudana de p ao galope).

Encurvando o cavalo de um leve renvers para um leve travers no momento da suspenso, a mudana ao galope executada. Ajudas As seguintes ajudas so utilizadas simultaneamente durante a fase de suspenso: A nova perna de dentro do cavaleiro colocada sobre a cilha. A nova rdea de dentro e a nova perna de dentro ajudam a manter a nova encurvao em torno do

assento interno e perna de dentro do cavaleiro. A nova perna de fora colocada atrs da cilha e move o posterior externo sob o centro de

gravidade (como no travers). O cavaleiro olha sobre a nova espdua de dentro e para frente. No esquea de recompensar e parar quando a mudana acontecer pela primeira vez, para

estampar a experincia positiva na mente do cavalo. Ensinando o exerccio ao cavalo recomendado praticar a mudana no mesmo lugar da arena, at que esta seja confirmada. Esse local fixo deve ser em uma linha reta e no em um dos cantos do picadeiro. Posteriormente, essa mudana poder ser praticada em outros lugares do picadeiro. Sries Quando o cavalo aprender a mudana de p ao galope com as ajudas do cavaleiro e responder com 100% de preciso, poder ser ensinada ao cavalo a mudana a cada seis, quatro, trs ou duas passadas. A questo se a mudana a tempo ou a cada passada considerada um exerccio clssico ou no. Esse exerccio tem origem no circo e foi inventado no sculo 19 pelo Sr. Baucher. Essa uma manobra muito difcil e, portanto, impressionante quando o cavaleiro e cavalo conseguem execut-la sem esforo.

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14. PIAFFER Definio

O piaffer resulta da reunio no trote. O piaffer um trote no lugar, com somente uma marca de casco frente em cada passo. O cavalo est flexionado em seu ps-mo, com os posteriores pisando sob o centro de gravidade e a superfcie de suporte torna-se menor. A plvis inclina-se, o dorso arqueia e o cavalo levanta o antemo.

O trote tem dois pontos extremos: A reunio e a extenso. O mais alto grau de reunio encontrado no piaffer; o mais alto grau de extenso encontrado no trote alongado.

Trote alongado O trote alongado o trote com passadas ou lances mais longos. Quanto mais o cavaleiro vai para o piaffer, mais ativas, mais curtas e mais altas so as passadas.

Piaffer Meia passada Trote em reunio Trote Trote mdio Trote alongado

Objetivo O objetivo da arte da equitao desenvolver o equilbrio de equitao do cavalo. O piaffer muda o centro de gravidade dos anteriores para os posteriores. Dessa forma, as espduas tornam-se livres.

Equilbrio natural: peso no antemo

Equilbrio de equitao: peso no ps-mo

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Flexo do corpo e membros Para reunir um cavalo, ele tem que ser capaz de flexionar seu corpo e membros: 1 Passo: Flexo do corpo

No crculo o cavalo aprende a flexionar seu corpo da cabea a cauda.

2 Passo: Flexo do posterior interno

Ao executar o espdua para dentro, o posterior interno pisa sob o centro de gravidade e recebe mais peso para carregar. Devido a esse peso extra, o posterior interno tem que flexionar mais.

3 Passo: Flexo do posterior externo

Com o exerccio travers, o cavalo aprende a pisar sob o centro de gravidade com o seu posterior externo, flexionando-o e carregando o peso.

4 Passo: Flexo dos posteriores interno e externo

O piaffer permite que os dois posteriores flexionem e carreguem o peso.

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Ensinando o exerccio ao cavalo

Na arte acadmica da equitao, de forma geral, o piaffer ensinado ao cavalo primeiro no trabalho de cho, iniciando com a meia-passada. Essa meia-passada pode ser adquirida ao reunir o cavalo mais e mais ao trote. Reduzindo metade essas meias-passadas, o piaffer ento gerado. Quando o cavalo mostrar alguns poucos passos na primeira tentativa, pare e recompense bem o cavalo. Aps isso, o piaffer pode ser desenvolvido com o cavaleiro montado. O cavaleiro rene o cavalo no trote e quando sentir que o cavalo tem alcanado o seu limite, ele deve montar seu cavalo para a frente novamente Leva alguns anos para que o cavalo seja capaz de executar um perfeito piaffer, mas a maneira de alcanar essa meta j faz com que o cavalo fique mais forte, mais flexvel e mais manobrvel.

Ajudas A reunio e o levantamento das espduas acontece quando os posteriores pisam sob o centro de gravidade. Isso deve ser feito com um to pequeno uso das mos do cavaleiro quanto possvel. Variaes Na arte acadmica da equitao, o piaffer executado com frequncia com uma encurvao para

dentro. O piaffer encurvado para a direita na conduo direita, e encurvado para a esquerda quando conduzido para a esquerda. O piaffer reto executado na linha central.

O espdua para dentro e o travers no piaffer melhora a flexo dos dois posteriores separadamente. Transies na cadncia* (tempo) so ginsticas de grande valor. Transies para o passo e do passo, trote e galope no piaffer aperfeioa e melhora todos as

andaduras. O piaffer torna o ps-mo do cavalo mais flexionado e fornece mais a ao de carregar o peso do ps-mo em todas as andaduras.

Ainda, as andaduras melhoram o piaffer:

O passo traz tranquilidade para o piaffer. O trote melhora a colocao correta dos membros diagonais para o piaffer. O galope traz a disposio para cima (uphill) para o piaffer. O piaffer-pirueta um exerccio que pode ser iniciado quando o cavalo puder produzir uma

srie longa de passadas uniformes no piaffer. O trabalho nos pilares outra alternativa da arte acadmica da equitao para desenvolver o

piaffer. *Nota: cadncia a frequncia do ritmo ou o nmero de batidas na unidade de tempo

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15. A PASSAGE Definio A passage um trote reunido e de movimento ascendente com pouco movimento para a frente e um momento longo de suspenso. A energia direcionada para cima em vez de para a frente. Quando executado corretamente, a parte superior das patas do cavalo so levantadas na horizontal. Os posteriores que carregam recebem muito peso e pisam e flexionam com potncia para a frente e para cima. A relao Piaffer e Passage Piaffer: Passage:

No piaffer, somente a ao de carregar est ativada no ps-mo. O cavalo move-se quase no mesmo lugar. Na passage as aes de carregar e empurrar esto presentes no ps-mo. O cavalo move-se para a frente e para cima.

Ao de carregar e empurrar

No piaffer, o cavalo traz seus posteriores sob o centro de gravidade com as articulaes flexionadas, maleveis e flexveis. A adio de alguma ao de empurrar leva a uma transio para a passage ou para o trote alongado. Na passage, a ao de empurrar visa a direo para a frente e para cima (seta verde). No trote alongado a ao de empurrar direcionada mais para trs (seta vermelha).

Objetivo No passado, a passage foi um exerccio do rei para conduzi-lo graciosamente e majestosamente ao passar por seus sditos. Na passage o cavalo tem uma expresso de orgulho e de agressividade. Por isso, essa andadura foi usada por oficiais ao montarem nas inspees e desfiles militares.

Na arte acadmica da equitao, a passage no um objetivo absoluto. Esse exerccio fornece os meios para desenvolver o cavalo e tem alguns benefcios em sua educao: Os msculos do dorsolombar e ps-mo

tornam-se mais fortes e mais flexveis. As espduas so colocadas corretamente

na frente das ancas. A concentrao e obedincia do cavalo s

ajudas, aumenta. A passage vista na natureza quando os garanhes tentam impressionar os outros. A Arte Acadmica da Equitao quer desenvolver o movimento natural e talento do cavalo a um to alto nvel quanto possvel sob o cavaleiro.

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Elementos da passage Na passage, seis elementos precisam ser ajustados em relao um ao outro: 1. Equilbrio 2. Descontrao 3. Forma/Moldura 4. Cadncia 5. Ritmo 6. Impulso

Um cavalo que est em equilbrio (1. Equilbrio) e tem seus msculos flexveis por meio do treinamento de retido (2. Descontrao) pode assumir uma postura adequada suave e auto sustentvel. (3. Forma/Moldura) O cavalo flexiona suas ancas e empurra de maneira que ele encontra a velocidade correta (4. Cadncia) e pode mover-se em um ritmo regular (5. Ritmo) para a frente e para cima. No final, o cavalo mostra a descontrao e movimento oscilante do seu dorsolombar (6. Impulso). Ensinando o exerccio ao cavalo Caso voc nunca tenha executado uma passage anteriormente, encontre um cavalo experiente para aprender com ele. Aps dominar essa sensao para a frente e para cima, voc poder ensinar a passage ao seu prprio cavalo. Como preparao, o cavaleiro pode primeiro montar transies do piaffer para um trote indo para a frente. Depois o cavaleiro pede para ir para a frente do piaffer, de uma maneira mais para cima. Assim como a passage deve ser desenvolvida. Com o tempo os movimentos tornar-se-o mais perfeitos e mais bonitos. Ajudas Durante a passage, o assento do cavaleiro e o dorso do cavalo fundem-se um ao outro. O assento do cavaleiro acompanha o balano do dorso do cavalo e o dorso do cavalo conforma-se ao redor do assento suave do cavaleiro. Imagine que o seu assento uma mo e o dorso do cavalo uma bola:

Voc pode quicar a bola no mesmo lugar; isso comparvel ao piaffer. Voc pode quicar a bola para a frente com potncia em um trote forte. Voc tambm pode quicar para a frente vagarosamente com mais balano, no qual a bola vai

quicar mais alto. Isso o passage. As ajudas so: O cavaleiro deve primeiro fazer um piaffer e sentir qual posterior est no ar e qual posterior est no

cho. O cavaleiro adiciona um leve movimento para a frente e cada vez que o posterior vem para a

frente, a panturrilha do cavaleiro pede ao cavalo para trazer o posterior mais para a frente. O cavaleiro pede um pouco mais de balano da sua pelvis, sem perder o ritmo (sem perder a bola). Com um metrnomo interno o cavaleiro mantm a regularidade e ritmo. No comeo, o cavaleiro

pode ajudar o cavalo estalando a lngua. O cavaleiro mantm a flexibilidade e suavidade. Variaes A passage pode ser aperfeioado com as seguintes variaes: Transies piaffer passage. Isso aumenta o controle sobre a ao de carregar e empurrar dos

posteriores. Transies passage Trote alongado. Isso aumenta o movimento para a frente e o momento de

suspenso. Voltas e serpentinas em passage. - Isso melhora o movimento mais redondo e tambm a flexo

nos anteriores. Todos os movimentos laterais em passage. - Isso tambm melhora um movimento mais redondo e

flexo dos anteriores. Tambm estimula a atividade adequada dos posteriores.

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16. LEVADE

A Alta Escola O piaffer, passage e pirueta so exerccios famosos da Alta Escola. Esses exerccios fazem parte do ensino sobre o solo. A courbette, croupade, ballotade, e cabriole, fazem parte do ensino acima do solo e tambm so chamados de Saltos de Escola. A levade a conexo entre os exerccios sobre o solo e os exerccios acima do solo. Todos os exerccios fazem parte da Arte Acadmica da Equitao e so derivados dos movimentos naturais do cavalo.

Histria Os exerccios da Alta Escola j tinham sido utilizados na Grcia antiga para mostrar a percia do cavalo e cavaleiro, e em tempos de guerra esses exerccios eram usados para defesa. Nos sculos XVII e XVIII esses exerccios foram desenvolvidos como uma forma de arte. No fim do sculo XVIII, o exrcito de Napoleo conduziu a glria barroca ao fim. Por um longo tempo, os saltos da Alta Escola foram realizados somente nas duas grandes escolas de equitao em Vienna e Saumur. Mais tarde, esses saltos foram realizados nas escolas mais jovens (Sculo XX) em Portugal e Espanha. Definio Na levade o cavalo carrega 100% do seu peso nas ancas, flexionando seus posteriores por igual e no mesmo momento. A parte de trs faz um ngulo de 35 e a cernelha permanece na mesma altura quando parado em p, com um mximo de um palmo mais alto ou mais baixo.

O cavalo flexiona os anteriores sob seu corpo e permanece nessa posio por 2 ou 3 segundos. Os posteriores no devem estar posicionadas afastadas ou desiguais ( um posterior mais para a frente do que o outro).

Devido ao maior flexionamento, a Levade mais difcil do que a Pesade. A Pesade um exerccio em que o cavalo tem um ngulo de 45 ou mais. Na Pesade, o cavalo levanta-se, enquanto na Levade o cavalo flexiona-se em suas ancas e senta. No mezair, os anteriores flexionam-se menos sob o corpo do cavalo. Objetivo A Levade a posio de partida para os saltos de escola e demonstra se o piaffer foi ensinado corretamente ao cavalo. A Levade contribui para tornar o ps-mo mais potente e flexvel. Tambm, a Levade uma verificao perfeita para avaliar se o cavalo est sendo treinado com retido. Por exemplo, um cavalo tortuoso pode fazer a Levade para a esquerda, mas no para a direita.

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Ensinando a Levade ao cavalo Primeiro, a levade ensinada ao cavalo no trabalho de cho. O cavaleiro pede o piaffer no lugar. Em seguida solicita-se ao cavalo colocar mais e mais peso sobre os posteriores, at que primeiro um membro anterior levantado e depois, quando o cavalo sentir-se equilibrado e confortvel, o outro membro anterior levantado tambm.

Quando o cavalo acidentalmente responde pela primeira vez e levanta-se um pouco por si mesmo, o exerccio deve ser finalizado para aquele dia e o cavalo deve ser bem recompensado.

No incio o cavalo precisa permanecer nessa posio somente por um curto espao de tempo.

medida que o cavalo for se fortalecendo, mais ele flexionar seus posteriores e mais ele ir sentar e flexionar seus anteriores sob seu corpo.

Ajudas O exerccio iniciado mo no trabalho de cho, a partir do piaffer no lugar. Ao estalo da lngua e solicitao dos posteriores para pisar sob o centro de gravidade, o cavalo convidado a levar 100% do seu peso sobre os posteriores. O cavaleiro pode auxiliar tocando a insero da cauda com o chicote ou tocando nos posteriores fazendo que o cavalo flexione-se mais sob o centro de gravidade. importante que o cavaleiro no tente levantar a cabea do cavalo, mas mantenha pedindo a posio para a frente e para baixo da cabea.

Quando o cavalo for capaz de executar a levade no trabalho de cho, o exerccio pode ser feito montado: O cavaleiro inicia do piaffer no lugar e coloca os posteriores para a frente sob o centro de gravidade. Ainda, estala a lingua e faz meias-paradas. O cavaleiro concentra-se em um ponto direto na frente dele na altura de seus olhos com seu corpo na vertical e no se inclina para a frente durante a execuo do exerccio. Aps a levade, pedir ao cavalo para ir para a posio para a frente e para baixo em um passo relaxado. No estgio posterior de treinamento, transies da levade para o piaffer so solicitadas.

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17. O GALOPE TERRA- A- TERRA Histria Nos tempos medievais, o galope terra-a-terra foi a andadura de combate, em que o cavalo tornava-se mais manobrvel para ir batalha. No perodo renascentista e barroco, os exerccios foram usados para tornar o cavalo mais manobrvel. No galope terra-a-terra, o cavalo est livre para mover-se em qualquer direo que o cavaleiro desejar, para atacar ou evitar o seu oponente. O cavalo move-se como um boxeador ou um jogador de tnis antes de atacar ou retornar uma bola. O cavaleiro est to mvel no galope terra-a-terra que quase parece que ele est movendo-se com suas prprias pernas. Esse exerccio mostrado em muitas pinturas antigas e muitas pessoas acreditam que os pintores antigos no sabiam como os cavalos moviam-se. Contudo, nada est alm da verdade. Hoje em dia, dificilmente algum pode executar esse exerccio, o que faz com que as imagens das fotos paream estranhas para ns. .

Objetivo O Galope Terra-a-Terra j foi o objetivo final da arte acadmica da equitao, porque o cavalo estava pronto para ser usado em batalha armada. Com maior maneabilidade, o cavaleiro tinha melhores chances de sobreviver batalha. Essa andadura ainda usada em toureio para driblar o touro. Esse exerccio usado tambm como uma preparao para a cabriole.

Definio O Galope Terra-a-Terra parece-se com a levade, um passo entre o ensino sobre o solo (como o piaffer, passage) e os saltos de escola (como courbette, cabriole). Segundo a definio do Duque de Newcastle (1592-1676), o Galope Terra-a-Terra um galope de duas batidas em duas pistas.

O exerccio consiste de uma srie de saltos pequenos e baixos. O movimento como segue: 1. Na primeira fase o cavalo levanta os anteriores simultneamente e os coloca no solo. 2. Na segunda fase os posteriores aproximam-se dos anteriores simultaneamente. Dessa forma o cavalo repete isso algumas vezes. O movimento pode ser executado no lugar, para a frente, para o lado, em um giro de 180 e para trs. O cavalo pode galopar para trs usando o galope Terra-a-Terra para trs.

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Ensinando o exerccio ao cavalo Um cavalo deve ser extremamente musculoso e flexvel para ser capaz de executar esse exerccio. O cavalo tem que ter tambm uma boa coordenao e ter um ps-mo potente e flexvel. O exerccio pode ser ensinado de duas maneiras: 1. Atravs da reunio e retido do cavalo no galope. 2. Atravs da execuo de uma srie de levade.

O exerccio pode ser treinado primeiro a mo no trabalho de cho, e mais tarde sob o cavaleiro. Quando o cavalo responde acidentalmente pela primeira vez, o exerccio deve ser interrompido naquele dia e o cavalo deve ser bem recompensado. Leva tempo (muitos anos) at o cavalo poder executar um fluente galope Terra-a-Terra como um galope de duas batidas.

Ajudas O cavaleiro executa essa marcha de combate com uma mo, segurando as rdeas com a mo esquerda. Com a outra mo o cavaleiro segura o chicote (no passado o cavaleiro segurava sua arma). Primeiro o cavaleiro solicita a Levade. Em seguida o cavaleiro conduz os posteriores para a frente no momento que os anteriores tocam o solo. Para evitar que o cavalo levante na frente, o cavaleiro deve manter sua mo esquerda o mais baixa possvel. Um assento independente um requisito para no perder o equilbrio durante os saltos curtos e rpidos. Variaes Redopp: Um galope de duas batidas diferentes, chamado de redopp. Os anteriores saltam para a

frente simultneamente, seguido por um salto dos posteriores em um movimento lateral. Galope de Escola: Muitos cavalos tendero para um galope de quatro batidas em um galope Terra-

a-Terra no lugar, criando assim o Galope de Escola. Carrire: O carrire uma galope parecido com o galope Terra-a-Terra. Imagine um cavalo de

corrida saindo do box de partida. O carrire foi usado principalmente na luta homem contra homem, para atacar o oponente. O cavaleiro poderia atacar somente quando o cavalo tivesse empurrado poderosamente com os posteriores, de outra forma o cavaleiro perderia o equilbrio e cairia do cavalo. No passado, os cavaleiros tambm praticavam com anis. O anel s tinha validade quando o cavaleiro transpassava o anel com a lana, no momento que o cavalo estivesse com os posteriores no solo. O Galope Terra-a-Terra uma boa preparao para os Saltos de Escola.

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18. ARES ALTOS Os Ares Altos, tambm chamados de Saltos de Escola, so parecidos com todos os outros exerccios derivados dos movimentos naturais do cavalo. O cavalo pode tambm mostrar esses movimentos no campo e no rebanho para gastar energia, impressionar os outros ou manter a hierarquia. Cada salto, seja natural, ou um salto sobre uma cerca ou um salto de escola, comea com a elevao da parte da frente. No salto natural, a elevao da frente, o impulso o alongamento e o pouso fundem-se com fluncia.

Em comparao, essas fases so claramente distinguveis nos Ares Altos. A elevao da parte da frente j , por si s, um exerccio separado chamado pesade. Fora disso, o salto pode ser executado: o cavalo encorajado a saltar com o seu peso inteiro e trazer as quatro patas ao ar. Histria Os Saltos de Escola foram desenvolvidos em tempos antigos para apresentar o cavaleiro e o cavalo. Nos tempos de guerra, eles foram usados como meios de defesa. Quando o cavalo dominava o courbette, o cavaleiro poderia usar o cavalo como um escudo e abrir uma frente de ataque ao mesmo tempo. Quando o cavalo dominava a cabriole, ele poderia tambm defender-se por trs. No perodo barroco esses saltos foram desenvolvidos mais como uma forma de arte.

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Definio Antes de um Salto de Escola, o cavalo carrega todo o seu peso sobre os membros posteriores. Ento o peso movido para cima pelos membros posteriores. Existem quatro Saltos de Escola: Courbette

A courbette inicia com a pesade, aps o cavalo saltar avanando em algumas passadas sobre os membros posteriores. Um cavalo experiente pode executar mltiplos saltos sem pousar os membros anteriores entre cada salto.

Croupade

Na croupade o cavalo pode empurrar com os seus membros posteriores to poderosamente que sua garupa aproxima-se quase na mesma altura da cernelha, considerando a linha horizontal. O cavalo salta para cima e no para a frente, como visto na courbette.

Ballotade

Da croupade, o cavalo pode ser solicitado a chutar com os membros posteriores. Quando falta potncia para chutar completamente e somente mostrada a sola dos membros posteriores, isso chamado de ballotade.

Cabriole

Quando os membros posteriores chutam completamente isso chamado de cabriole. Esse o mais difcil de todos os saltos e a coroa da Arte Acadmica da Equitao.

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Assimetria necessrio que os membros posteriores movam-se simultaneamente e igualmente tanto na ao de carregar quanto de empurrar na execuo dos Saltos da Alta Escola. Somente poucos cavalos tm os dois membros posteriores simtricos. A maioria dos cavalos tende a colocar menos peso em um dos posteriores e mover o posterior mais forte um pouco mais para a frente. importante para o cavaleiro reconhecer essa assimetria no comeo do treinamento. No treinamento de retido o posterior mais fraco pode tornar-se mais forte, tanto que mais tarde o cavalo ser capaz de usar os dois membros posteriores igualmente. O ensino acima do solo O cavalo deve ser capaz de dominar o galope reunido, o galope terra-a-terra e a levade perfeitamente antes do ensino dos saltos. Esses exerccios deveriam ser praticados com encurvao direita e esquerda e sobre a linha reta central para criar um ps-mo forte.

Passo 1 Para ensinar o salto, a levade mo solicitada primeiro. Somente quando o antemo levantado corretamente e em linha reta, um salto em linha reta pode surgir. Passo 2 Da levade, o ps-mo encorajado com uma ajuda enrgica a saltar do solo. Uma resposta, ainda que pequena, recompensada grandemente e o treinamento deve ser interrompido imediatamente aps as primeiras vezes.

Passo 3 Quando o cavalo est confiante na courbette, o cavalo ento capaz de empurrar seu corpo do solo com mais potncia. O cavalo encorajado a saltar mais para cima para alcanar linha horizontal no corpo. Isso pode originar a croupade ou a ballotade. Passo 4 Um cavalo com as habilidades fsicas e mentais corretas mostrar saltos do tipo cabriole durante o seu treinamento. Com anos de treinamento adicionais, um cavalo como esse poder tornar-se um verdadeiro cabrioleur. Um cavalo que domine a cabriole com perfeio tem terminado o ensino acadmico completo, sendo que e