7 - coleção os pensadores - a sociologia de durkheim

Click here to load reader

Post on 10-Jul-2015

735 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

"

@Ji "G"~""'{')'

/I ~;Ji:\,.Y"

tP.As4

/.~ ,

F5K~~r~C?:'.'::TF'".:{] .' :1\c.\

~"_..".~_,L,,.,,_-"--~"-.o ~-r-

~tI~

U if'.: ..,

Jh~J,c5oco~ I,

L0c,fiAS

c;~~'l::~.':/;.,~:~""-~ r>.jj v.....-/ /!.. .'

r;'"r:'

: ;:~ r) ~:5rei i :::;-

~

A SOCIOLOGIA DE DURKHEIl\-1

1.

Situao do Autor1 ,1 , Marcos sociais]

Na adolescncia, o jovem David Emile presenciou uma srie de acontecimentos que marcaram decisivamente todos os franceses em geral c a ele prprio em particular: a 1,0 de setembro de 1870, a. derrota de Scdan; 3. 28 de janeiro de 1871, a capitulao diante das tropas alems; de 18 de marco a 28 de maio, a insurreio da Comuna de Paris; a 4 de setembro, a proclamao da que ficou conhecida como Ill Repblica, com a formao do governo provisrio de Thiers at a votao da Constituio de 1875 e a eleio do seu primeiro l';csidente (Mac-Mahon ). Thiers fora encarregado tanto de assinar o tratado de Francfort como de reprimir os communards, at liquidao dos ltimos remanescentes no "muro dos ederados". Por outro lado, a vida de David Emile foi marcada pela disputa franco-alem: em !871, com a perda de uma parte da Lorena, sua terra natal tornou-se uma cidade fronteiria; com o advento da Primeira1 O conceito de marcos sociais emprestado de GURVITCH (1959a) e j aplicado, no caso de Durkheim, por N1SBET (1965) e SlCARD (1959).

A mais recente e valiosa contribuio, na linha da Sociologia do Conhecimento, devida a CU.RK, 1973. Trata-se tambm da mais original e profcua abordagem da Escola Sociolgica Francesa,

/'\\~.

ri3.B

. I;..L~

i!:PY (\./1 ~ ;o.Q 11:' s.uen:h~-,~'-"'"J,iL

/) " ~

.

_: -1..0L;-~. _'v ...--.....U

q

. r--v ~ uPif~

,..... :..vL1":Y

_',.

';)

~~ tJu::.r.ra Mundial, ele viu partir para ~meros~~Eiscpulos f-jY. r. seus. ~ns --dos quais no regressaraE21_in/ em 1879. por Jules Ferry, encarregado de implantar o novo sistema, ~omo Ministro da Instruo Pblica, em 1882. Foi quando a ~o-.0 - 'escaLo_se tornou gratuita para todos. obrigatria dos 6 aos J 3 anos, ~0 ' '5- al~ ficar proibido formalmente o ensino da religio. ;; O vazio correspondente ausncia do ensino de religio na escola pblica Y._ \3"" tenta-se preencher com uma pregao patritica representada peja que ficou conhecida como "instruo moral e cvica". "?J'-'. .." / . -t-:fU..{cte-. _"::>;1' ~o.o ~~s'1no tempo que essas questes polticas e sociais baJi.-' ..... -czavarn o seu tempo, uma outra questo de natureza econmica e ...:,..;;)-~social rio deixava de apresentar continuadas repercusses polticas: /1 -: ....)..-0\ o que se denominava quest o social, ou seja, as disputas e conv~

tf1' ,J .i

~.2

...

I

)(.\1-

~".'1-.'1-

r-. -Q-/

f1itos decorrentes da 020sio entre o capital e o trabalho, vale dizer, entre patro e empre.!ado) entre burguesia e proletariado. Um marco dessa questo foi a criao, em 1895, da Conldration Gnrale du Travail (CGT). A bipolarizao social preocupava profundamente tanto a polticos Cmo a intelectuais da poca, e sua interveniricia no quadro poltico e social do chamado iournant du sicle no deixava de ser perturbadora.

-9

Com efeito, apesar dos traumas polticos e sociais que assinao incio da IIIRepblica, o final do sculo XIX e comeo -J'y'-1 do sculo XX correspondem a uma certa sensao de euforia. de !>U ~ l progresso e de esperana no futuro. Se bem que os xitos econ.0J-'t:~1mU:os no fossem de tal ordem que pudessem fazer esquecer a O-:L ~sucesso de crises (J900-0J, 1907,1912-13) e os problemas colo.fYJ..t ~ cados pela concentrao, r.egistrava-se uma srie de inovaes tec~' ''\ 110lgicas que fO"ocavam re ercusses imediatas no cam o .T ~ oJ:f' econmico. a ...era do ao e da eletricidade gue se inaugura, c')..O ': junto com o incio do aproveitamento do petrleo como fonte de

t:Jc.. '

o :. .>. Iamf',.

+f~ .~ ~I

~J.; ~ . ' p1"d~'2 Comentando

...... f\.'

:fR.:.J..

nos A nnulcs (v. 1V, 1899-1900) um livro que Alfred Fouillc ;..r, "1 acabara de publicar (La Franco au point de vue moral. Paris, Alem, , .'" . t:P~\>1900), Durk heim mostra-se convencido pela argumentao relativa " une dissolution de nos cr oyanccs rnor ales" e, apesar de discordar das solues apontadas para os problemas de criminal idade, concorda com tao do A. e afirma: "11 en r sultc un vr iiablc vide dans cicnce rnorale" (DURKHEIM, J969: p. 303). J em 1888 Science Sociale") reconhecia uma crise moral de seu tempo a argumennotre cons("Cours de (DUR.KHEIM,

.~~ '-~~ ~ ,~ ao ,~ado da eletriCIdade que se notabiliza p_or ser. uma ~d-~ e. .SocLOlog:e.-Logo apos, em.J895, publicou Les rgles de Ia mthode ~(;...:: .,.c Durante os anos em que enSInOU FIlosofIa em vanos IIceus~, .:@1f1 .. f ~-"~Lt sociologique e, apenas dOIS anos depois, Le suicide, Assim, num , da pr~\'n~ia (Sens, SI. Quentin. Troyes ) , yolta seu interesse ~a~ e. C s:~.::.- cj perodo de somente sei: ,anos, foram e~itados praticamente trs __ ~

.--."' -r: ~t'r

~[)-

artigo intitulado

f-

Unawarcness em Europeanp. 42834).

"A. Problem for lhe Sociology of Knowledge: Tbe Mutual of Emile Durkheirn and Max Weber" originalmente publicado

JoumalolO A.

Sociology,

.'

1966, p. 33036

(TIRYAKIAN,

1971:

.'1'1~

Para,

compensar

essa deficincia. ,'\_

especfica 86)

de formao,' ,. ,

Dur~.

. ,~...,.::>C

kheim nrou

"

if!.,.o.,.::JL' '

um ano de licena

(188_

e se dirigiu

a Alemanha,

(,

ressalta ,a~ simililudes da obra (sobre :eligio, que os dOIS t~ata~ sem sere~ religiosos) e da PLeocupao metCTTgfca, alm das imciauvas editoriais paralela s (L'A nnee S OCIO Iogtque e o A rc I'l/ve [ii ' . ' IIr ~Sozialwissenschalr und Sozialpolitikv e do "namo.ro" distncia com o SOCIalismo, por parte de ambos. Mas uma COIsa e certa: "The published works of ~ebe~, and Durkheim ~ave no refer,cnce to eac.h other" ibid, p. 430), Tiryakian levanta a hiptese explicativa da "antipatia nacionalista", alm do fato de )." Weber se identificar m ais como h'Iso,na or d a economIa t 'd -, I _ . . do que como 50C,IOIO&Q, as IStO nao impediu M Dur kheirn de publicar uma resenha de um livro da mulher de Weber (ver p. 15),

~ c0 c]

~~d

View more