39 malaquias

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comentário bíblico adventista

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MALAQUIASVOLTARINTRODUO 1. Ttulo.Malaquas, Mau'aki em hebreu, significa "meu mensageiro". Entretanto, a palavra poderia ser uma contrao de Mau'akiyah que significaria "mensageiro de Yahweh". Por no achar-se em nenhuma outra parte do AT, alguns acreditaram que Malaquas no era o nome do profeta, a no ser meramente uma designao dele como "mensageiro" de DEUS. 2. Paternidade literria.O profeta no faz nenhuma referncia biogrfica nem nos d a data de seu ministrio. Entretanto, fica pouca dvida de que ele fosse o ltimo dos profetas do AT. Pelo contedo de seu livro evidente que Malaquas profetizou quando o cativeiro quase tinha passado ao esquecimento e depois de que o templo tinha sido restaurado e seu culto institudo por algum tempo. Os abusos condenados pelo Malaquas so muito parecidos com os que se produziram durante a ausncia do Nehemas de Jerusalm, enquanto estava na corte persa (Neh. 13:6). Muito possivelmente o livro foi escrito ao redor de 425 A. C. De todos modos, acredita-se que o livro devesse levar a data do tempo do Nehemas ou pouco depois. 3. Marco histrico.Muitos anos depois do retorno original do cativeiro babilnico, Nehemas -"copero" do rei Artajerjes (ver com. Neh. 1:11)-, ouviu que no eram boas as condicione em Jerusalm e pediu permisso para visitar seus compatriotas que se encontravam ali. O rei acessou facilmente ao pedido, e outorgou ao Nehemas uma licencia por um perodo que no conhecemos (Neh. 5-6). Nehemas foi renomado governador e, comeando em 444 A. C., levou a cabo uma grande obra de reforma entre os repatriados durante um perodo de 12 anos (ver com. Neh. 5: 14). Depois que retornou a Babilnia, passaram alguns anos antes de que voltasse para Judea. A sua volta, encontrou uma marcada decadncia espiritual que procurou corrigir. Foi durante este lapso, talvez entre os dois perodos em que Nehemas atuou como governador, quando o Senhor suscitou ao profeta Malaquas para que o povo de novo servisse sinceramente a Deus. H um resumo mais completo do marco histrico do Malaquas no T. 111, pp. 75-81. 4. Tema.Em contraste com o emocionante bosquejo proftico do Zacaras em relao s possibilidades ilimitadas que se brindavam aos Judeus a sua volta do exlio (ver pp. 31-34, 1107), a profecia do Malaquas, um sculo mais tarde, apresenta uma cena lgubre de decadncia espiritual progressiva. Os exilados haviam retornado da terra de seu cativeiro terra de promisso, mas em seu corao permaneciam no longnquo pas da desobedincia e o esquecimento de Deus (ver pp. 33-34). "Este1144 descumprimento do propsito divino era muito evidente em dias do Malaquas" (PR 520). Em realidade, as coisas tinham chegado a um ponto tal que at os sacerdotes menosprezavam o culto e o servio a Deus e estavam enfastiados da religio (cap. 1: 6, 13); Deus por sua parte estava

cansado de sua infidelidade e de maneira nenhuma podia aceitar seu culto e seu servio (cap. 1: 10, 13; 2: 13, 17). Embora na prtica o pacto se havia anulado por negligncia, Deus seguia tolerando misericordiosamente a seu povo extraviado. Deus comissionou ao profeta Malaquas para que desse uma severo mensagem de admoestao que recordasse aos Judeus o que tinham sido antes como nao, e insistisse-os a voltar para Deus e reconhecer os requisitos do pacto (PR 520-521). Oito vezes, bondosa e pacientemente, o Senhor se dirige ao povo e a seus dirigentes religiosos, lhes chamando a ateno a um aspecto atrs de outro de seu apostasia, e oito vezes, impacientemente, eles recusam reconhecer imperfeio alguma (cap. 1: 2, 6-7; 2: 13-14, 17; 3: 7-8, 13-14). O paciente esforo de Deus para conseguir que os israelitas reconhecessem seus enganos do passado, junto com a negao cada vez mais veemente de parte do povo de haver cometido equvoco alguma, constitui o tema do livro, o qual se desenvolve como segue: A. Com suavidade Deus comea lhe recordando ao Israel seu amor eterno, mas eles protestam duramente alegando que falta uma prova de que ele os ama. Deus responde lhes recordando que foi em virtude de seu amor pelo que eles haviam chegado a ser uma nao (cap. 1: 2-4). B. Observando que o Israel devia dar a Deus a honra que um filho d a um pai, Deus acusa-os desprez-lo em vez de corresponder a seu amor. Negam a acusao obstinadamente (vers. 6). C. Deus demonstra que o desprezam, assinalando sua conduta para com os sagrados ritos do templo como uma ilustrao. poluram ou feito vulgares as coisas mais sagradas. Mas sua reao indica completa cegueira para distinguir entre o sagrado e o comum (vers. 7). Tm uma "aparncia de piedade" mas nada sabem de seu "eficcia" (2 Tim. 3: 5). d. Deus explica em detalhes a inutilidade de sua vazia rotina de cerimnias religiosas (cap. 1: 18 a 2: 12), concluindo com o anncio de que ele j no tomar em conta suas ofensas nem as aceitar (cap. 2: 13). Descaradamente e pretendendo que seus sentimentos foram feridos, o povo demanda saber por que Deus passa por cima dessa maneira seu culto e servio (vers. 14). Com pacincia ele lhes explica que as formas da religio no tm valor quando seus princpios no se aplicam aos problemas prticos da vida diria (vers. 14-16). E. Deus tambm est cansado de sua hipcrita pretenso de piedade. O povo se defende insinuando que a acusao divina no tem fundamento e injusta. Deus responde assinalando que a incapacidade deles para distinguir entre o sagrado e o comum nos atos do culto est acompanhada por um fracasso similar para discernir entre o bom e o mau na vida diria. Diminuem o mau com a desculpa de que realmente no tem importncia, com o que sugerem que Deus no devesse ofender-se enquanto mantenham as formas da religio (vers. 17). Mas Deus os admoesta lhes dizendo que a impenitncia obstinada

indevidamente ter o resultado de apressar o dia do castigo final (cap. 3: 1-6). F. Deus agora acusa ao Israel de completa apostasia. No obstante, acompanha a solene acusao com um bondoso convite para que se voltem para ele. Sem embargo, eles fingem completa surpresa e indignao ante o pensamento de que de algum jeito se desviaram do caminho da obedincia estrita aos requerimentos divinos (vers. 7). 1145 G. Deus responde o desafio com provas especficas e tangveis de seu desencaminhamento. Acusa-os de roubo, mas se negam a reconhecer a acusao. Entretanto, seu silncio constitui o reconhecimento tcito dessa verdade (vers. 8-12). H. Finalmente, Deus acusa aos Judeus por suas descaradas respostas ante o contnuo esforo divino para lhes fazer ver sua condio espiritual, mas eles negam-se a admitir que hajam dito alguma coisa falsa ou imprpria (vers. 13). Deus contradiz essa negativa assinalando a essncia do problema: seu esprito mercenrio e egosta. No estiveram servindo a Deus de corao sincero, a no ser com a esperana de obter proveito e vantagem pessoal (pp. 34-35). Com uma atitude completa e incurablemente desafiante esto preparados a pr a Deus a prova. Declaram sua disposio de ajuiz-lo, por assim diz-lo, com a confiana temerria de que provaro que suas acusaes contra eles no tm base (vers. 14-15). Nos cap. 3: 16-18 e 4: 2 Deus reconhece que h uns poucos fiis no Israel que lhe permanecem leais, e lhes assegura seu amor inaltervel. Ao mesmo tempo (cap. 4:1, 3) adverte aos mpios da sorte que correro no dia do castigo final. A mensagem do Malaquas termina com a segurana de que antes do grande dia do Jehov aparecer seu mensageiro que lhe ajudar na obra de preparar a seu "tesouro" para sua coroa e que o preservar durante o dia do castigo (caps. 4: 4-6, 2; 3: 17). O mensa e do Malaquas particularmente apropriado para a igreja de hoje, e comparvel mensagem para a Laodicea do Apoc. 3: 14-22. Como os laodicenses, os Judeus dos dias do Malaquas eram completamente insensveis a se verdadeira condio espiritual, e no sentiam necessidade "de nada" (Apoc. 3: 17). Eram pobres no que corresponde ao tesouro celestial, cegos quanto a seus enganos, e nus, ou desprovidos do carter perfeito do Jesucristo (vers. 17). Como o homem da parbola que no tinha vestido de bodas (ver com. Mat. 22: 11-13), estavam diante do Rei do universo, desprezando o vestido da Justia divina, e contentssemos com seus prprios farrapos morais. 5. Bosquejo.I. O amor divino no apreciado nem correspondido, 1: 1-6. A. Introduo, 1: 1. B. O amor eterno de Deus para o Israel, 1: 2-5. C. o Israel desonra e menospreza a Deus, 1: 6. II. Degenerao da vida religiosa, 1: 7 a 2: 17.

A. Fracasso em distinguir entre as coisas sagradas e comuns, 1:7-10. B. Fracasso dos Judeus em sua misso aos gentis, 1: 11-12. C. Fracasso dos sacerdotes na conduo espiritual, 1: 13 a 2: 13. D. Fracasso na aplicao dos princpios da religio vida diria, 2: 14-17. III. Uma convocao ante o tribunal, 3: 1-15. A. Uma admoestao quanto ao dia do Julgamento, 3: 1-6. B. Uma acusao especfica por roubo a Deus, 3: 7-12. C. Uma acusao por menosprezar a Deus, 3: 13-15. IV. Preparao para o dia do Julgamento, 3: 16 a 4: 6. A. Resgate dos que temem ao Senhor, 3: 16-17. B. Aniquilao dos que desprezam ao Senhor, 3: 18 a 4: 1, 2. C. Se assegura a conduo divina para os que temem ao Senhor, 4: 2, 4-6. 1146 CAPTULO 1 1 Malaquas se queixa da ingratido do Israel. 6 Seu irreligiosidad, 12 e profanao. 1 PROFECIA da palavra do Jehov contra Israel, por meio do Malaquas. 2 Eu lhes amei, diz Jehov; e disseram: No que nos amou? No era Esa irmo do Jacob? diz Jehov. E amei ao Jacob, 3 e ao Esa aborreci, e converti seus Montes em desolao, e abandonei sua herdade para os chacais do deserto. 4 Quando Edom dijere: Empobrecemo-nos, mas voltaremos a edificar o arruinado; assim h dito Jehov dos exrcitos: Eles edificaro, e eu destruirei; e lhes chamaro territrio de impiedade, e povo contra o qual Jehov est indignado para sempre. 5 E seus olhos o vero, e diro: Seja Jehov engrandecido alm dos limites do Israel. 6 O filho honra ao pai, e o servo a seu Senhor. Se, pois, sou eu pai, onde est minha honra? e se for Senhor, onde est meu temor? diz Jehov dos exrcitos a vs, OH sacerdotes, que menosprezam meu nome. E dizem: Em o que menosprezamos seu nome? 7 Em que oferecem so