26/06/2013 - jornal semanrio - edi§£o 2937

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26/06/2013 - Jornal Semanário - Edição 2937 - Bento Gonçalves/RS

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  • Pginas 9 a 12

    BENTO GONALVES, QUARTA-FEIRA, 26 DE JUNHO DE 2013 ANO 46 N2937 R$ 3,00 www.jornalsemanario.com.br

    Pgina 8

    Bento protesta

    Fundao confirma vinda de profissionais para reduzir problemas e carncias nas unidades de sade

    Cinco novos mdicos so contratados

    Estradas fatais

    Pgina 15

    Passagens custam R$ 2,75

    Falta de hidrantes pode comprometer eficcia

    COMBATE A INCNDIO

    Manifestao leva 7 mil para as ruas

    Mobilizao agora vai para a Cmara

    Pgina 5

    Processo ter participao de todos os motoristas

    LICITAO DOS TXIS

    Outra mortena RSC-470

    Pgina 16

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  • No pode esperarEDITORIAL

    H dcadas, o Brasil padece da falta de mdicos. Fal-tam profissionais nas regies mais carentes, nas peri-ferias de grandes cidades e na maioria dos municpios do interior do pas. Ao longo dos ltimos dez anos, o nmero de postos de emprego formal criados para m-dicos ultrapassa em 54 mil o nmero de graduados no pas. Segundo dados do cadastro geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 10 anos surgiram 147 mil vagas na rea, contra 93 mil profissionais formados.

    Os dados escancaram uma verdade que pouco vem tona: as universidades no conseguem formar mdi-cos na velocidade que o pas necessita. O pas ain-da tem poucos mdicos, e os que esto trabalhando so mal distribudos. Dos 371.788 mdicos brasilei-ros, 260.251 esto nas re-gies Sul e Sudeste. Des-

    tes, a maioria nas grandes cidades. Temos 1,8 mdico por mil habitantes, mdia inferior a pases como Argen-tina (3,2), Cuba (6,7) e Espanha (4). O objetivo do Mi-nistrio da Sade alcanar a meta de 2,7 mdicos por mil habitantes, mesma do Reino Unido, onde, depois do Brasil, h o maior sistema pblico de sade orientado pela ateno bsica do mundo. Como se v, um objetivo ainda muito distante.

    Em Bento Gonalves, a realidade no muito diferen-te. Somente no sistema pblico, desde janeiro, a comu-nidade convive com uma carncia de pelo menos uma

    Menos mal que, mesmo a solavancos, solues aparecem. o que se pode dizer da contratao de cinco mdicos pela Fundao Araucria ontem. Dois deles j comeam na segunda-feira, trs iniciam em julho

    dezena de profissionais da rea, o que provoca problemas diariamente, como a grande procura pelo Pronto Atendi-mento 24 Horas, por exemplo, o aumento da demanda de unidades bsicas de sade que tm mdicos disposio, ou ainda a jornada dos profissionais em mais de um local de trabalho. Estudos do SUS mostram que quase 60% das pessoas destacam a falta de mdicos como principal problema do setor. Mesmo uma cidade considerada mo-delo em qualidade de vida, com uma das rendas per capita mais altas do estado, o problema se repete. A distncia dos grandes centros e a baixa remunerao, aliada a uma in-capacidade do poder pblico em atrair esses profissionais por concurso so apontadas como causas para a carncia.

    Muito se fala na contratao de mdicos estrangeiros para atuarem na Ateno Bsica, que necessariamente precisariam ser submetidos a critrios de revalidao de diplomas, conforme determina a legislao. Pases desen-volvidos so abertos nesta rea. Na Inglaterra, 40% dos mdicos so estrangeiros; nos Estados Unidos, 25%; e no Canad, 22%. Enquanto isso no sai do papel, as pre-feituras vo fazendo o que podem: terceirizam o servio para remunerar melhor. Aqui, o que se v. Menos mal que, mesmo a solavancos, solues aparecem, ainda que paliativas. o que se pode dizer da contratao de cin-co mdicos pela Fundao Araucria ontem. Dois deles j comeam na prxima segunda-feira, trs iniciam em julho, quando receberem o diploma. Com isso, a Funda-o Araucria garante que todas as unidades contaro ao menos com um profissional da rea. Apenas a unidade mvel restar sem mdico. Aps seis meses turbulentos, a notcia boa. Afinal, a populao no pode esperar.

    Quarta-feira, 26 de junho de 20132 Opinio

    O texto para esta seo deve conter aproxim. 2.500 caracteres, incluindo os espaos, e ser enviado para o endereo de e-mail redacao@jornalsemanario.com.br

    Li e ouvi a respeito do tema, que os que agora protestam contra a Copa do Mundo so os mesmos que aplaudiram veementemen-te por ocasio de seu anncio. Os autores desta ideia tm a ntida pretenso de minimizar o movimento cvico que se faz sentir em todo pas. Verdade, muitos dos manifestantes devem ter se rego-zijado quando de seu anncio, feito com pompa, aquela habitual. Parece necessrio, no entanto, explicar para alguns que de forma proposital mantm a mente fechada, por interesses vrios, que h um mundo de razes para as manifestaes.

    Quando do anncio de que o pas foi escolhido para Copa 2014, no s o orgulho de sediar tamanho evento esportivo surgiu, mas se fez acompanhar por promessas efetivas do go-verno de que obras seriam realizadas para acolher o aconte-cimento. Estradas seriam abertas para o trnsito fluir melhor,

    metrs seriam construdos para transportar o povo e seus visitantes. Aeroportos seriam ampliados, construdos, refor-mados para que os usurios fossem tratados como devem ser tratados. Inmeras outras obras e realizaes aconteceriam na esteira do acontecimento esportivo mundial. No acredi-tar nessas promessas? Poderia ter sido o bvio, j que os que mandam so habituados em promessas no cumpridas neste pas. Ou, claro, no iramos cair nessa de novo: acreditar nas promessas daqueles que so useiros e vezeiros em faz-las.

    A promessa estava agregada a um acontecimento mundial que em todos os pases onde ocorreu, de fato as melhoras aconteceram. Quem conheceu outros pases que sediaram a Copa do Mundo cansou de l ouvir: esta rodovia foi amplia-da, este aeroporto foi reformado, este metr foi aperfeioado, este monumento foi refeito. Ento, desta vez, as promessas sero cumpridas, concluiu o povo brasileiro. O PAC, o outro PAC e o outro, sairo do papel. E da para diante, o povo passou a pagar seus tributos e mais tributos um pouco me-nos mal-humorado, pois no seria possvel que estes nus fossem novamente absorvidos pelo ralo da corrupo. Afi-

    nal, as obras deveriam estar presentes, concretas, visualizadas at a Copa. Os servios pblicos iriam melhorar em funo delas. Metr em Porto Alegre ao estilo do primeiro mundo. Construo de novas pontes e estradas para minimizar o gargalo do trnsito. O Salgado Filho com pistas ampliadas e aparelhos para decolagem mesmo sob nvoa, alm de mais conforto em suas instalaes. Ah, e nossos hospitais pblicos e postos de sade, lgico, tero todas as estruturas para rece-ber os visitantes do primeiro mundo, acostumados com um bom atendimento, com isso, favorecendo o povo. Como a educao assunto secundrio por no interessar aos patres que dependem de votos, o assunto colgio/professor passou batido no PAC Copa. Afinal, estamos bem nas estatsticas a este respeito, e isso no iria influir no megaevento.

    So poucos exemplos pontuais e prximos a ns. No va-mos estender para a indstria da seca no nordeste. Isso da-ria um livro. Acreditamos mais uma vez. Mas mais uma vez e mesmo um ano antes da Copa Mundial, nova e amaznica desiluso. Olha l se os estdios ficaro prontos como deve-riam ficar. Aqui seria um captulo a parte, porque os que esto sendo feitos com recursos oficiais tiveram seus contratos adita-dos inmeras vezes, triplicando, quadriplicando seus custos. As demais obras, aquelas que realmente iriam favorecer o povo, o contribuinte, no ficaro prontas para a Copa, o que significa dizer, sabe-se l quando. E mais uma vez fruto da m gesto oficial e da corrupo que grassa na maioria das obras. Reflita o leitor: quem vibrou com a escolha de nosso pas para sediar a Copa tem ou no tem o direito de protestar?

    O que est por trs dos protestos contra a Copa do Mundo

    GILBERTO SPILLERAdvogado

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  • Quarta-feira, 26 de junho de 2013 3Opinio

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