26 ezequiel

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comentário bíblico adventista

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EZEQUIELVOLTARINTRODUO 1. Ttulo.Em hebreu o livro recebe seu ttulo do nome de seu autor, Yejezqe'l, que significa: "A quem Deus fortalecer". Este nome, como o de muitos outros de os Santos da antigidade, correspondia muito bem com a vida e obra de quem levava-o. Na RVR; assim como em hebreu, o livro ocupa o terceiro lugar entre os escritos dos quatro profetas maiores. Esta certamente sua localizao cronolgica verdadeira, porque coloca o livro entre dois grandes contemporneos do Ezequiel. Entre esses profetas, Jeremas comeou suas profecias muito antes, e Daniel seguiu com suas profecias muito depois. 2. Paternidade literria.At anos recentes a autenticidade e canonicidad do livro do Ezequiel no tinha sido objeto de srios ataques. Entretanto, os eruditos conservadores, assim como muitos da escola mais rigorosamente crtica, ainda mantm a posio tradicional de que Ezequiel mesmo foi o autor da compilao de os pronunciamentos profticos que agora leva seu nome. No se conhece nada da histria pessoal do profeta, salvo o que pode conhecer-se pelo mesmo livro e pelas circunstncias dos tempos em que viveu o autor. No o menciona em nenhum outro livro do AT, e seus escritos nunca so citados diretamente no NT a exceo, possivelmente, de (2 Cor. 6: 17), embora existam muitas aluses a seus smbolos, especialmente no Apocalipse. Fora da Bblia s mencionado pelo Josefo (Antiguidades X. 5. 1; 6. 3; 7. 2; 8. 2), e pelo Jesus filho do Sirac (Ecco. 49: 8), embora nenhum dos dois acrescenta nenhum detalhe de importncia. Ezequiel se chama a si mesmo "sacerdote, Ezequiel filho do Buz" (cap. 1: 3). Nada se sabe do Buz. O fato de que Ezequiel fora includo entre "todos os prncipes, Y.. todos os homens valentes" (2 Rei. 24: 14) que foram levados ao cativeiro junto com o Joaqun (597 a.C.; ver com. Eze. 1: 2), indica que possivelmente foi membro da aristocracia de Jerusalm. No se sabe com exatido a idade do Ezequiel quando foi levado cativo. Alguns sugerem que "o ano trinta" do cap. 1: 1 poderia referir-se ao trigsimo ano de sua vida. De ser assim, teria tido 25 anos no tempo de seu exlio. Segundo Josefo, o profeta era ento jovem (Op. cit. X. 6. 3). Parece deduzir-se que era pelo menos 598 relativamente jovem nesse tempo, porque tina de suas profecias data de 27 anos mais tarde, ou seja em 570 ou 571 (ver com. cap. 29:17), e indubitavelmente exerceu seu ofcio por algum tempo mais. Ver o quadro cronolgico das profecias do Ezequiel na P. 602. A diferena do Jeremas, que ficou solteiro (Jer. 16: 2), Ezequiel teve uma algema a quem queria como o deleite de seus olhos (Eze. 24: 16). Ela morreu repentinamente no nono ano do cativeiro (cap. 24: 1; ver com. cap. 1: 2), e deixou ao profeta s ante as grandes prova de seu ofcio proftico.

3. Marco histrico.Ezequiel comeou sua profecia em 5.11 ano do cativeiro do Joaqun (cap. 1:2), 593/92 A. C. (ver T. III, PP. 95-96). O reino norte do Israel havia desaparecido fazia mais de 100 anos, e se aproximava rapidamente a queda de Jud. J tinha comeado o cativeiro babilnico quando, no 3er ano de Joacim (605 A. C.), Nabucodonosor, rei de Babilnia, veio contra Jerusalm (Do. 1: 1). No se sabe quantos cativos foram levados nessa ocasio. Entre eles havia alguns "da linhagem dos prncipes" (Do. 1: 3; cf. 2 Rei. 24: 1). depois de 11 anos de reinado, Joacim chegou a um fim ignominioso, e o aconteceu no trono seu filho Joaqun (597 A. C., ver com. 2 Rei, 24: 1). depois de um reinado de s trs meses, foi levado cativo a Babilnia, junto com 10.000 dos principais de seu povo, inclusive Ezequiel (2 Rei. 24:12-16; Eze. 1: 1-2; 33: 21). O sucessor do Joaqun, Sedequas, no foi melhor que seus predecessores. No 11. ano de seu reinado (586 A. C.) ocorreu a queda final do Jud (2 Rei. 25: 1-11). O resduo do povo foi levado cativo, o templo foi queimado e, Jerusalm destruda. S uns poucos de "os pobres da terra" foram deixados para que lavrassem as vinhas e a terra (2 Rei. 25: 12). Tais foram os tempos turbulentos em que Ezequiel, sendo ainda jovem, foi chamado ao ofcio proftico. A perspectiva no era nada aduladora. O castigo que j tinha cansado sobre Jerusalm, em vez de fazer que repensassem os habitantes do Jud, pareceu s inund-los mais profundamente na apostasia e o vcio. Tampouco quiseram submeter-se "disciplina" (Heb. 12: 11) os exilados junto ao rio do Quebar. Eles tambm continuaram sendo rebeldes e idlatras (Eze. 2: 3; 20: 39), e revelaram estar pouco dispostos a praticar uma reforma completa. 4. Tema.As mensagens do livro do Ezequiel esclarecem o propsito de Deus para com seu povo no transe amargo do cativeiro babilnico. Durante sculos os profetas tinham aconselhado e admoestado ao Israel, e entretanto a nao se tinha submerso cada vez mais na apostasia. Ao fim resultou evidente que o povo escolhido jamais alcanaria as metas que Deus lhe tinha proposto como nao (ver PP. 31 34), a menos que se empregassem medidas drsticas para lhe ensinar as lies da obedincia e a cooperao com Deus. Pelo tanto, lhe permitiu que aprendesse em meio da adversidade as lies que tinha recusado aprender durante os tempos de prosperidade (ver P. 33). Embora parea estranho, foram os governantes do Israel os que, por preceito e exemplo, levaram a povo apostasia (ISA. 3: 12; 9: 16; Eze. 34: 2-19). Evidentemente, ao princpio Deus tinha o propsito de que s os governantes fossem levados a cativeiro (Do. 1: 3-4). A grande maioria do povo tinha que ficar na Judea, esperando ali a volta de um grupo de castigados governantes para que os guiassem nos caminhos de Deus. Se os judeus tivessem estado dispostos a submeter-se ao Nabucodonosor, como o queria Deus (Jer. 27: 1-22), a cidade de Jerusalm e seu magnfico templo haveriam ficado intactos (Jer. 17: 25, 27; 38: 17), e o sculo de demora, dificuldades, e desnimos que confrontaram os exilados a sua volta de Babilnia se houvesse evitado. Mas a teimosa resistncia do Israel (Jer. 28: 1-14) fez que seu 599 taa de sofrimento fora cada vez mais amarga, e originou uma segunda e uma terceira deportao nos anos 597 e 586 A. C., respectivamente. "Os jugos de madeira" foram substitudos por "jugos de ferro" (Jer. 28: 13-14).

Mas at no cativeiro a injustia divina foi moderada com misericrdia. Deus veio a seu povo como professor, para impression-lo com a necedad da desobedincia e o desejvel de cooperar com ele, e no como um juiz severo para castig-lo. Os transes amargos do cativeiro no foram tanto retribudos em sua natureza, como corretivos. Os profetas Jeremas, Ezequiel e Daniel foram comissionados para que revelassem o propsito do cu aos homens e para que obtivessem sua cooperao com esse propsito. Jeremas foi enviado aos judeus que ficaram na Judea, enquanto Ezequiel levava a cabo uma misso semelhante entre os que j tinham ido ao cativeiro. Daniel foi embaixador do cu na corte do Nabucodonosor, para que o monarca conhecesse a vontade divina e cooperasse com ela. Os fogos do sofrimento no tinham que arder com mais intensidade da necessria, para eliminar a escria. Para uma considerao detalhada do papel do Daniel em relao com o cativeiro, veja-a Introduo do comentrio ao livro do Daniel. Quanto ao lhe abranjam propsito divino para o Israel durante o cativeiro, ver as PP. 31-34; cf. com. Do. 4: 17. O livro do Ezequiel se compe de duas partes distintas. Na primeira, caps. 1: 1 a 33: 20, registram-se as mensagens jogo de dados pelo Ezequiel aos cativos perto do rio Quebar, nas proximidades de Babilnia, em sua major parte antes da queda de Jerusalm em 586 A. C. A segunda, caps. 33: 21 a 48: 35, antecipa a terminao do cativeiro, e tinha o propsito de infundir esperana devido a essa restaurao. Deus tinha a inteno de exortar vivamente por meio do Ezequiel ao Israel do cativeiro, para que aceitasse finalmente o plano divino para ele. Uma exortao tal resultava muito apropriada ante os novos acontecimentos histricos. O plano do livro corresponde com um estilo evanglico caracterstico. Vrias mensagens se dedicam a assinalar os pecados do povo. O propsito era duplo: em primeiro lugar, obter que o povo se arrependesse verdadeiramente; e em segundo lugar, revelar a necessidade da ajuda divina para a obedincia futura prometida no novo pacto. Os israelitas tinham uma imagem deformada do carter de Deus e de seu plano com seu povo, devido, por uma parte, a sua ignorncia; e pela outra, por causa da instruo pervertida dos sacerdotes corruptos, dos falsos profetas e os governantes apstatas. Essa impresso errnea era a que procurava corrigir Ezequiel. Esperava que um novo conceito de Deus fora a fora lhe impilam para levar a cabo a reforma necessria e para conseguir que o povo aceitasse seu excelso destino. Rogava-lhes que aceitassem o exlio e abandonassem sua falsa esperana de que Jerusalm poderia resistir sem ser tomada. Rogava-lhes que permitissem que o cativeiro exercesse sobre eles seu efeito saudvel. Culminou sua splica com descries repetidas e detalhadas da glria futura que viria como resultado de sua aceitao das condies divinas. Quo diferente teria sido a histria do Israel se tivesse aceito o veemente rogo do profeta! 5. Bosquejo.As profecias do Ezequiel se apresentam de acordo com um plano bem meditado. Em forma natural caem dentro de duas divises principais: os 33 primeiros captulos representam profecias dadas, pelo menos em sua maioria, antes da destruio de Jerusalm; e os ltimos 15, as que foram dadas depois da destruio. A primeira diviso a sua vez pode dividir-se em duas partes: os caps. 1-24 dedicados ao Israel em relao com o cativeiro, e os caps. 25: 1 a 32: 32, aos castigos sobre as naes circunvizinhas. Outra caracterstica interessante das profecias do Ezequiel sua cronologia exata. 600 A tabela cronolgica da P. 602 mostra as datas para as distintas sees do livro com tanta correo, que possvel as computar

com dados cronolgicos proporcionados pelo profeta (comparar com a cronologia do Jeremas na P. 384). Cada diviso principal se subdivide naturalmente em vrias sees com a presena da expresso "e veio para mim palavra do Jeho