13º .2018-11-29 · benjamin, theodor adorno, herbert marcuse, gianni vatimo e ... estética e...

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os fins da a r t e

13CONGRESSO INTERNACIONALDE ESTTICABRASIL 201717 a 20outubroFAFICHUFMG

P R O G R A M A O E C A D E R N O D E R E S U M O S

O 13 Congresso Internacional de Esttica Brasil, intitulado Os fins da arte visa pr em relevo temas recorrentes

na histria da esttica filosfica, elaborando a ambiguidade j

constante no seu ttulo, a saber: fins entendidos como finalidades,

o que remete milenar discusso sobre os usos que a arte teve,

tem e ter, a qual remete ainda importante questo acerca

da autonomia da arte e do regime de sua heteronomia que no

apenas se imps nos seus primrdios, mas ainda se impe na forma

de exigncias mercadolgicas tendentes a desfigurar o mpeto

original de importantes manifestaes estticas. Por outro lado, o

Body in a RoomObra de Humberto Borm

Belo Horizonte / 2006

enfoque sobre os fins da arte remete s inmeras formulaes da

discusso sobre um possvel trmino da arte, a partir da marcante

pgina dos Cursos de esttica de G.W.F. Hegel, segundo a qual

nosso presente no , segundo o seu estado geral, favorvel

arte. Em todas essas relaes a arte e permanece, segundo o

aspecto de sua mais alta determinao, algo passado para ns

(Vorlesungen ber die sthetik, Suhrkamp Verlag, p. 25).

Nos que tange discusso sobre possveis propsitos de objetos

estticos, pode-se dizer que ela to antiga quanto a prpria

reflexo sobre a arte, reportando-se, por exemplo, a vrios dilogos

de Plato, sendo suas passagens mais conhecidas aquelas de A

repblica, nas quais o filsofo externa as suas suspeitas sobre

as artes imitativas, tendo em vista o seu poder potencialmente

enganador, com os seus prejuzos na formao dos cidados do que

seria uma plis perfeita. Subjaz a esse ponto de vista a convico

sobre os efeitos educativos da arte nas pessoas, o que sinaliza uma

de suas finalidades especficas, a saber, a msica arte das musas

ao lado da ginstica como principais mtodos para a educao

dos cidados. Ainda na filosofia clssica grega, na Potica de

Aristteles, reencontra-se uma concepo de propsito da arte na

nfase dada catarse como propiciadora de purificao do nimo,

mediante a experincia do terror e da compaixo. Ainda no final da

Antiguidade, Horcio, em sua Ars Poetica, declarava que os poetas

querem ser teis ou deleitar (Aut prodesse volunt aut delectare

poetae), chamando a ateno para os possveis usos da arte.

Na Idade Mdia, em que a cultura como um todo se encontrava

submetida f crist, as manifestaes artsticas, de um modo

geral, eram concebidas como meios ad majorem Dei gloriam, tendo

portanto o propsito explcito de celebrar e mesmo aumentar a

glria de Deus. Mesmo em perodos j avanados, como na poca

de So Toms de Aquino, a verdadeira perfeio de uma obra de

arte sua perfectio prima residia na adequao sua finalidade,

sendo que sua beleza formal era tida como secundria era

entendida como perfectio secunda.

Foi a partir do Renascimento, com a concepo de virtuosismo

artstico, que, no apenas na prtica dos criadores, mas na

discusso dos tericos, comea a surgir a ideia de que as belas artes

podem no estar submetidas a propsitos imediatos, tendo suas

obras um tipo de valor intrnseco, no subordinado a finalidades

externas. Esse ponto de vista, cujo debate se estendeu pelos

sculos subsequentes, certamente atingiu um cume filosfico com

as concepes do prazer desinteressado no juzo de gosto e da

conformidade a fins sem fim na Critica da faculdade do juzo,

de Immanuel Kant e influenciou toda a esttica posterior, ao longo

dos sculos XIX e XX, com repercusses at esse nosso incio do

sculo XXI, corporificadas, como j se assinalou, nas discusses

contemporneas sobre a autonomia da arte.

Algo semelhante ocorre com o outro significado contido na

expresso os fins da arte: o prognstico hegeliano sobre um

possvel fim da arte repercutiu em toda a esttica, desde o incio

do sculo XX at o presente, com manifestaes mais ou menos

explcitas em obras de Gyorg Lukcs, Martin Heidegger, Walter

Benjamin, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Gianni Vatimo e

Arthur Danto, dentre outros.

Tendo em vista a trajetria dessas duas concepes de fim da

arte, as quais at hoje preservam sua importncia nos debates

contemporneos sobre a esttica, o Congresso Internacional

Os fins da arte pretende abordar alguns dos seus aspectos mais

pertinentes, seja em cada uma delas separadamente ou nas suas

diversas interrelaes possveis.

Vale lembrar que esse congresso se soma srie de eventos

organizados, desde 1993, pela Linha de Pesquisa em Esttica e

Filosofia da Arte, do Programa de Ps-Graduao em Filosofia da

UFMG (a partir de 2009 realizados juntamente com o Mestrado em

Esttica e Filosofia da Arte da UFOP e com a Associao Brasileira

de Esttica ABRE): Morte da arte, hoje (1993), Belo, sublime e

Kant (1995), As luzes da arte (1997), Katharsis (1999), Mmesis e

expresso (2001), Theoria Aesthetica (2003), A dimenso esttica

(2005), Estticas do deslocamento (2007), Deslocamentos na

arte (2009); Imagem, imaginao, Fantasia. Vinte anos sem Vilm

Flusser, (2011) Gosto, interpretao e crtica (2013) e O trgico,

o sublime e a melancolia (2015).

> Sub-temas

O congresso consistir em um conjunto de palestras realizadas por

pesquisadores convidados durante a parte da manh de cada um dos

dias. As tardes ficaro reservadas apresentao de comunicaes

e painis inscritos por adeso, seguidos de debates, que versaro

no apenas sobre o foco principal (os fins da arte) stricto sensu, mas

tambm acerca dos seguintes sub-temas a ele relacionados:

Arte engajada

Esttica e poltica

Cultura Popular

Esttica e diversidades

Morte da arte

tica e esttica

Ps-histria

Arte e psicanlise

Arte e realidade brasileira

O futuro da arte

Indstria cultural

os fins da a r t e

09:00 > Credenciamento

10:00 > Abertura Giorgia Cecchinato

10:10 > Palestra: Mrcia Gonalves (UERJ) > Sala 1012

12:00 > Intervalo

14:00 > Comunicaes

15:30 > COFFEE BREAK

16:00 > Comunicaes

17:30 > Lanamento de livros

18:30 > Apresentao do Quarteto Msica Sem Fim

19:00 > Confraternizao

> tera-feira 17

/10

> quarta-feira

18/10

09:00 > Palestra: David Lapoujade (Universit Paris-I Panthon-Sorbonne)

> Sala 1012

10:30 > Palestra: Rita Velloso (UFMG) > Sala 1012

12:00 > Intervalo para almoo

14:00 > Comunicaes

14:00 > Apresentao de pster

15:30 > COFFEE BREAK

16:00 > Comunicaes

17:30 > Exibio do filme A vizinhana do Tigre

com comentrio de Csar Guimares (UFMG)

> Faculdade de Cincia da Informao > AUDITRIO AZUL

09:00 > Palestra: Gunter Gebauer (Freie Universitt Berlin)

> Sala 1012

10:30 > Palestra: Rodrigo Duarte (UFMG)

> Sala 1012

12:00 > Intervalo para almoo

14:00 > Apresentao de pster

14:00 > Comunicaes

15:30 > COFFEE BREAK

16:00 > Comunicaes

> quinta-feira 20/10

09:00 > Palestra: Rosa Gabriella de Castro Gonalves (UFBA)

> SALA 1012

10:30 > Palestra: Giorgia Cecchinato (UFMG) > SALA 1012

12:00 > Intervalo para almoo

14:00 > Comunicaes

15:30 > COFFEE BREAK

16:30 > Palestra: Alessandro Bertinetto (Universidade de Udine)

> Auditrio da Escola de Msica

18:00 > Palestra: Cliff Korman (UNIRIO)

> Auditrio da Escola de Msica

> sexta-feira 21/10

Tera-feira > 17/10

10:00 > Mrcia Gonalves > SALA 1012

Quarta-feira > 18/10

09:00 > David Lapoujade > SALA 1012

10:30 > Rita Velloso > SALA 1012

Quinta-feira > 19/10

09:00 > Gunter Gebauer > SALA 1012

10:30 > Rodrigo Duarte > SALA 1012

Sexta-feira > 17/10

09:00 > Rosa Gabriella de Castro Gonalves > SALA 1012

10:30 > Giorgia Cecchinato > SALA 1012

16:30 > Alessandro Bertinetto > Auditrio da Escola de Msica

18:00 > Cliff Korman > Auditrio da Escola de Msica

O fim da arte como teste de seus limites

Mediadora: Marina Clemence

16:00 >Jean-Pierre Cardoso Caron (UFRJ)

> O underground como anonimidade e invisibilidade

16:30 > Henrique Iwao Jardim da Silveira

> O fim do noise: pop como rudo

17:00 > Gustavo Torres (UFRJ)

> Observaes acerca do uso do quase-vazio> A

ud

it

rio

Bic

alh

o

Tera-feira > 17/10

Esttica e processos de subjetivao

Mediadora: Fernanda Proena

16:00 > Mnica Guimares Teixeira do Amaral (USP)

> Do cinema de vanguarda ao videoclipe dos Racionais

MCs: uma discusso a partir de Walter Benjamin, T.W.

Adorno e Vilm Flusser

16:30 > Claudia Prioste (UNESP)

> Neocolonizao digital e as infncias bra