12/09/2015 - jornal semanário - edição 3164

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12/09/2015 - Jornal Semanário - Edição 3164 - Bento Gonçalves/RS

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  • Culto tradio que ultrapassa geraes

    Festejos gachos so cultivados de pai para filho e se mantm vivos ao longo do tempo

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    BENTO GONALVESSbado12 DE SETEMBRO DE 2015ANO 48 N3164 R$ 3,00 www.jornalsemanario.com.br

    Mercado de trabalho

    Oportunidades a partir da demissoSaiba como agir em tempos de crise e entenda que perder o emprego pode no ser o fim do mundo Pginas 18 e 19

    Pginas 16 e 17

    Semana Farroupilha

  • Criatividade na criseEditorial

    A situao econmica do pas no favorece os menos qua-lificados. So eles os mais atingidos quando as empresas co-meam a realizar demisses e reduzir o seu quadro funcional. Porm, no basta apenas lamentar o emprego perdido, mas sim correr atrs de uma melhor qualificao para se recolocar novamente no mercado de trabalho. Ou, quem sabe, abrir o seu prprio negcio e inovar.

    O mercado de trabalho no absorve mais pessoas que sabem fazer apenas uma coisa s. Nem mesmo o diploma de graduao ga-rantia de estabilidade. As empresas esto atrs dos criativos, daqueles que so capazes de desempenhar mais de uma funo

    ao mesmo tempo. Est valendo muito mais remunerar melhor aquele que trabalha por dois. E, por incrvel que parea, mui-ta gente no se deu conta disso. O bom profissional pode ser

    at mesmo aquele que executa as tarefas mais simples dentro do quadro da empresa.

    preciso entender que na crise tambm possvel crescer e se qualificar. Pode ser o momento certo de arriscar e fazer aquilo que a maioria no tem coragem de fazer. Nesta edio trazemos alguns exemplos e tambm orientaes de especialistas para que muitos

    saiam de sua zona de conforto e troquem a reclamao por uma atitude mais pr-ativa.

    preciso entender que na crise tambm

    possvel crescer e se qualificar

    Sbado, 12 de setembro de 2015 2 Opinio

    Em dias recentes fui convidado para participar de reunio de Rotaryanos na Embrapa, oportunidade em que o Coman-dante do Batalho de Comunicaes, ento Ten. Cel, hoje Co-ronel, Alexandre Eduardo Vicente Ferreira faria uma palestra. Fui motivado por algumas razes: tenho pessoas nos Clubes de Servios que estimo muito; I love Rorarys, se no so to realizantes, so debatedores, trocam ideias, fazem anlises, confraternizam, Bento o foco; e fui tambm movido pela curiosidade e interesse, o que teria o comandante a falar para os rotaryanos em encontro, seguido de jantar no Canta Maria?

    Chegando l na Embrapa reascenderam as recordaes. Olhei direita e l estava o prdio do Laboratrio, onde o prof. Fenocchio, dava aula de enologia nas quais eu sempre tinha medo de explodir o laboratrio. E l estava tambm o parreiral que minha turma de enologia ajudou a plantar. Eu cavei, a p e pico, como todos os meus colegas, oito valas e plantei oito ps de parreiras, orientado pelo professor Pimentel. E olhei tam-bm para a belssima rea verde da Embrapa que antigamente era point, com eventos aprazveis de toda ordem. E foi ali que fizeram a bobagem de me dar um cavalo eu era Membro da invernada artstica do CTG Lao Velho, bailarino dos bons e declamador melhor ainda, acreditem para desfilar no Corso da Primeira Fenavinho. Bem, aconteceu o seguinte. O cavalo era da famlia Zardo emprestado ao CTG e o CTG o cedeu a este cavalariano que nunca tinha subido num cavalo. Depois de um churrasquito do bueno gacho sem cavalo, trago, churrasco e bom chimarro, no gacho me aprocheguei do dito. No te preocupa, manso, me diziam!. Carinho pr c, carinho pr l, no cavalo, criei coragem e, l fui eu em di-reo a concentrao na Osvaldo Aranha. Nos primeiros cem metros foi tudo bem, daqui a pouco o cavalo disparou e quanto mais eu me segurava nele mais ele disparava, 60km por hora era pouco, eu rezava o sequerium para encontrar um lugar para desembarcar. Tinha perdido as esperanas e quando che-gamos no prtico em frente ao Estdio da Montanha tinha um amansa burro (ponte de madeira com espaos entre uma tboa e outra), o cavalo parou de repente e eu voei, o tombo foi to grande que at hoje me di a bunda. Levantei, sereno, tranquilo de vergonha, o cavalo estava ali, parado, dcil, po-rm todo ensanguentado, mais lesionado do que eu.

    Acontece que, ao meu redor, estavam os demais bombachu-dos e cavalarianos do CTG, lamentando o estado do animal e prestando os primeiros socorros. Eu, que vestia um pala de seda, botas de cromo alemo, esporas de prata presenteadas pelo meu tio Nelson, bombacha feita pelo meu pai e digna de um traje de gala dos bailes da Reitoria com o Conjunto Norber-to Baldauf, eu era apenas um detalhe. Mas o que que tinha acontecido? Simples. Cavaleiro de araque, marinheiro de pri-meira viagem, eu encarnava o popular cago, termo muito

    HenriqueAlfredoCaprarahenriquecaprara@gmail.com

    O CORONEL E O MEU CAVALO

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    usado tambm na poca. Com medo de cair eu pressionava as pernas contra o corpo do cavalo sem me dar conta que as esporas o machu-cavam. Ele entrou em desespero, comeou a correr, quanto mais ele corria mais eu fincava as esporas nele, quanto mais eu fincava, mais ele corria. Com o acontecimento houveram consequncias: o desfile da Fenavinho perdeu um astro e eu me safei de cair do cavalo diante do imenso pblico presente. Uma outra consequncia envolveu grande polmica, discusses sobre a responsabilidade pelos danos causados ao animal. A famlia Zardo no queria mais o cavalo, queria indeni-zao, cobrava de mim. E eu sustentava que era apenas um cavaleiro, o animal havia sido emprestado ao CTG. Essa polmica durou mui-to tempo e a famlia Zardo no obteve a indenizao. Resultado: me convidem para subir num foguete para ir a lua mas no me convidem para dar um passeio a cavalo, de mula, talvez.

    Bem, entrei no salo de atos da Embrapa rindo e l estava o Ten. coronel Alexander iniciando a palestra. Vi de cara que se tratava de um oficial do Exrcito de nvel superior. Farda impecvel, barriga de tanquinho como diriam as mulheres mas, para ns homens, pr-pria para bater em retirada em caso de avano do inimigo no front da guerra, gestos firmes e delicados, um homem cordial, perfil que honra o exrcito nacional. O Comandante me surpreendeu tambm ao apresentar um audiovisual da maior qualidade e significado cul-tural, social e cvico. No sei se ele apresentou em Universidades, escolas e segmentos da comunidade mas se no o fez uma lstima. Paralelamente a apresentao do udio, Alexandre fez uma excelen-te explanao sobre a atuao do Batalho junto a sociedade Bento--gonalvense que foi bem alm da atuao do Batalho Curumim.

    Anotei tudo mas perdi as anotaes quando as encontrar volto a fa-lar do assunto. Sai do encontro plenamente gratificado, impressiona-do e aliviado com a demonstrao de que o Exrcito no est alienado do processo poltico e conflitos sociais mas sim sabiamente vigilante e atento sobre o que est acontecendo. Alexandre Eduardo Vicente Ferreira (anotem este nome) anunciou que estava sendo transferido e uma semana depois da palestra na Embrapa ele havia sido promovi-do a Coronel. No sei quem vai substitu-lo, a posse do novo coman-dante est marcada para o dia 17, juntamente com a posse dos Co-mandantes da 8 Companhia de Comunicao e 15 Companhia de Comunicao Mecanizada. muito Comandante contrastando com a baguna e roubalheira neste pas. No meu tempo de soldado (servi por 40 dias) quando se fugia do quartel para vir aos bailes do Clube Aliana, se temia a patrulha do exrcito que girava por todos os can-tos da cidade a procura de soldados festeiros mas tambm era razo para tranquilidade da populao. Enquanto Caxias constituiu o Bata-lho de Operaes Especiais (parceria Prefeitura e Governo do Esta-do atravs dos rgos de segurana), que j est em operao cons-tante nos bairros combatendo a marginalidade, por aqui vamos nos contentando com os trs Batalhes aquartelados l em So Roque. O coronel Alexandre vai fazer falta em Bento. um homem acos-tumado a grandes cavalgadas, jamais vai cair, como eu, do cavalo. Bem-vindos comandantes, cuidem da gente, nos livrem, na medida do possvel, de bandidos, traficantes e assaltantes. Amm.

  • PainelA ONG Patas e Focinhos e estou enviando em anexo nosso

    material de divulgao para a prxima feira de adoo, que acontecer no prximo sbado, dia 12/09. O evento ocorre no Recanto dos Animais, na rua Jlio de Castilhos, 186, no Centro. Cerca de 12 ces e oito gatos estaro disponveis para adoo.

    Feira de adoo de ces e gatos

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